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Tesouro Reserva: governo lança título com liquidez diária e aporte inicial de R$ 1

dia, inclusive aos fins de semana e feriados. Notícias relacionadas: Tesouro Nac
Reprodução Agência Brasil

Uma nova porta de entrada para o investimento público

O governo federal deu um passo estratégico para democratizar o acesso aos títulos públicos com o lançamento do Tesouro Reserva. Disponível desde a segunda-feira (11), a nova modalidade foi desenhada para atender o pequeno investidor que busca segurança e simplicidade, funcionando como uma alternativa direta à poupança e às contas digitais remuneradas. Com um aporte inicial acessível de apenas R$ 1, a iniciativa visa capturar o público que ainda mantém recursos parados em contas correntes, oferecendo uma rentabilidade atrelada à Taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano.

Liquidez total e tecnologia a favor do investidor

Um dos diferenciais mais significativos do Tesouro Reserva é a possibilidade de movimentação financeira 24 horas por dia, sete dias por semana. Diferente do modelo tradicional do Tesouro Direto, que opera em horários restritos de dias úteis, o novo produto permite resgates imediatos, inclusive em fins de semana e feriados, utilizando a agilidade do Pix. Essa característica aproxima a experiência do investidor público à dinâmica dos aplicativos bancários e das chamadas “caixinhas” de fintechs, eliminando barreiras de horário que antes dificultavam o uso do título como reserva de emergência.

Estabilidade e previsibilidade no rendimento

Para evitar o susto das oscilações de mercado, o Tesouro Reserva adota a metodologia de “marcação na curva”. Isso significa que o rendimento é contabilizado diariamente de forma linear, sem a volatilidade da “marcação a mercado” que afeta outros títulos públicos. Na prática, o investidor não verá o saldo oscilar negativamente no extrato, o que confere maior tranquilidade para quem utiliza o recurso para cobrir despesas imprevistas, como problemas de saúde ou reparos domésticos urgentes.

Comparativo de rentabilidade e custos

Embora concorra com a poupança, o Tesouro Reserva apresenta uma estrutura de ganhos superior, especialmente em cenários de juros altos. Enquanto a caderneta de poupança rendeu 7,53% nos últimos 12 meses, o novo título acompanha a Selic. É importante notar, contudo, que o produto está sujeito à tributação de Imposto de Renda, seguindo a tabela regressiva da renda fixa, que varia de 22,5% para resgates em até 180 dias a 15% para períodos superiores a dois anos. Além disso, há cobrança de IOF para resgates realizados nos primeiros 30 dias, e a taxa de custódia da B3 é isenta para investimentos de até R$ 10 mil.

Expansão e acesso ao mercado

Nesta fase inicial, o acesso ao Tesouro Reserva está restrito aos cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil. O Tesouro Nacional, contudo, já confirmou que negocia a integração de outras instituições financeiras à plataforma. A meta é ambiciosa: o governo projeta saltar dos atuais 3,4 milhões de investidores em títulos públicos para mais de 10 milhões nos próximos anos, consolidando o produto como a principal ferramenta de educação financeira e reserva de valor para a população brasileira.

Para acompanhar os desdobramentos desta nova modalidade e entender como as mudanças na economia impactam o seu bolso, continue acompanhando as reportagens do M1 Metrópole. Nosso compromisso é levar até você informações claras, apuradas e relevantes sobre o cenário econômico nacional, ajudando você a tomar decisões financeiras mais conscientes e seguras.

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