PUBLICIDADE

Tarcísio sanciona lei que assegura realocação de ferroviários da CPTM em órgãos estaduais

Tarcísio sanciona lei que assegura realocação de ferroviários da CPTM em órgãos estaduais

Governo paulista oficializa absorção de funcionários após greve

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou na segunda-feira (24) a lei que autoriza o remanejamento de funcionários das linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que foram concedidas à iniciativa privada. A medida, publicada no Diário Oficial, é um desdobramento direto das negociações que colocaram fim à paralisação do setor ferroviário no início de agosto.

A legislação permite que os trabalhadores das linhas 10-turquesa, 11-coral, 12-safira e 13-jade sejam absorvidos por outros órgãos ou entidades da administração pública estadual, direta ou indireta. O movimento busca garantir a estabilidade profissional diante do processo de desestatização de ramais que historicamente pertenciam à estatal.

Contexto da paralisação e exigências da categoria

A sanção do projeto de lei foi a condição central imposta pelos ferroviários para encerrar a greve que afetou o transporte de milhares de passageiros durante dois dias. A categoria manifestava forte resistência à concessão das linhas e apontava preocupações com a qualidade do serviço prestado após a entrada da empresa Trivia Trens na operação de parte dos ramais.

O clima de tensão foi amenizado após uma audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Na ocasião, o desembargador Francisco Ferreira Jorge Neto mediou o acordo que estendeu a garantia de empregos não apenas aos funcionários das linhas paralisadas, mas também aos colaboradores da linha 10-turquesa, que ainda não havia sido concedida.

Mecanismos de integração e próximos passos

O texto sancionado prevê que a integração dos ferroviários poderá ocorrer por meio de redistribuição, cessão, aproveitamento ou remanejamento. A responsabilidade de definir os critérios técnicos e operacionais para essas movimentações ficará a cargo do Poder Executivo, que também deverá custear as despesas através de dotações orçamentárias próprias.

A nova norma complementa a Lei nº 17.293/2020, que já estabelecia diretrizes para a absorção de pessoal em processos de desestatização no estado de São Paulo. Com a sanção, o governo estadual tenta pacificar a relação com os sindicatos e dar continuidade ao cronograma de concessões previsto para a malha ferroviária paulista.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos da gestão do transporte público em São Paulo e os impactos das concessões na rotina dos trabalhadores e dos usuários. Continue conectado ao nosso portal para receber informações apuradas, análises aprofundadas e o acompanhamento diário das decisões que moldam a infraestrutura e a mobilidade urbana no estado. Acesse aqui para mais detalhes sobre os bastidores da política estadual.

Leia mais

PUBLICIDADE