Privatização da Sabesp e o embate político
Durante agenda oficial em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) subiu o tom ao responder críticas feitas pelo adversário político Fernando Haddad (PT). O foco da divergência gira em torno da política de saneamento básico e, especificamente, do processo de privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
Ao ser questionado sobre os apontamentos do petista, o governador afirmou que seu opositor “precisa estudar” mais sobre o modelo adotado pela atual gestão. Segundo Tarcísio, a transferência da gestão da companhia para a iniciativa privada é o caminho necessário para garantir a universalização dos serviços de água e esgoto no estado, um desafio histórico que, na visão do governador, não foi devidamente enfrentado por administrações anteriores.
Argumentos sobre eficiência e saneamento
O governador aproveitou o espaço para questionar a eficácia de políticas passadas, citando a persistência de problemas crônicos, como a despoluição do Rio Tietê e a falta de cobertura de saneamento em áreas periféricas e rurais. Para Tarcísio, o debate sobre a Sabesp precisa considerar a sustentabilidade financeira da estatal diante das novas exigências do marco legal do saneamento.
Ele argumentou que o modelo de privatização serve, na verdade, como uma medida de proteção à empresa. “A eficiência do serviço de saneamento ocorre quando a infraestrutura é compartilhada. Se você perde um município financiador, você arrebenta a Sabesp. Então, este movimento, ao fim, protegeu a companhia”, explicou o governador, destacando que a estrutura atual depende de uma lógica de subsídio cruzado entre municípios.
Resultados e investimentos em tratamento
Para sustentar sua defesa, o governador apresentou dados sobre o avanço no tratamento de esgoto em diversas cidades paulistas. Ele citou exemplos como Franco da Rocha e Francisco Morato, que, segundo o gestor, saltaram de um índice de tratamento próximo a zero em 2022 para patamares superiores a 70%. Guarulhos também foi mencionada como um caso de evolução, saindo de 2% para 45% de esgoto tratado.
O governador reforçou que obras de infraestrutura, como as estações de tratamento em Perus e no Jardim Fortaleza, são provas de que a gestão está priorizando áreas que historicamente careciam de investimentos. Para aprofundar-se sobre o marco legal do saneamento, consulte o portal oficial do Governo Federal.
Inauguração em Santa Bárbara d’Oeste
A declaração ocorreu durante a entrega do complexo Cidade Saúde, em Santa Bárbara d’Oeste. O novo equipamento público, batizado de Lucimeire Cristina Coelho Rocha, centraliza serviços de especialidades, regulação e vigilância em saúde. Com uma equipe de 300 profissionais, a estrutura visa otimizar o atendimento para cerca de 13 mil pessoas mensalmente, integrando farmácia municipal e consultórios em um único ponto estratégico.
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