Cronograma de expansão ferroviária
O projeto do Trem Intercidades (TIC), que promete transformar a mobilidade entre a capital paulista e o interior, atingiu um novo marco. Durante agenda oficial em Holambra, no interior de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que as obras no trecho que conecta Jundiaí a São Paulo terão início em 2027. O cronograma, segundo o governo estadual, também contempla a modernização e reconfiguração das estações ferroviárias ao longo de todo o trajeto.
Atualmente, os esforços das equipes de engenharia estão concentrados na região de Campinas. De acordo com Tarcísio, a fase atual envolve terraplanagem e a preparação para a construção de linhas adicionais, fundamentais para viabilizar o fluxo dos novos trens. A meta é garantir que a infraestrutura suporte a demanda sem comprometer a operação das linhas metropolitanas já existentes.
Integração com a Linha 7-Rubi
A espinha dorsal do projeto é a Linha 7-Rubi, que liga a estação Água Branca, em São Paulo, a Jundiaí. Este trecho é considerado o ponto mais complexo da engenharia ferroviária do TIC, pois exige o compartilhamento de vias entre o transporte de passageiros e a operação de carga da MRS. A solução estratégica passa pela segregação das vias, permitindo que o trem expresso circule com maior eficiência.
A modernização deste percurso é vital. Com a segregação, será possível reduzir os impactos operacionais e garantir a viabilidade do Trem Intermetropolitano (TIM), que fará paradas estratégicas entre Jundiaí e Campinas. A expectativa é que, com a conclusão das obras, o sistema ofereça uma alternativa robusta e rápida para milhares de passageiros que dependem diariamente desse eixo de deslocamento.
Investimento e tecnologia chinesa
O projeto do TIC Eixo Norte é um dos maiores investimentos em infraestrutura sobre trilhos no país, com um aporte total previsto de R$ 16,85 bilhões ao longo de uma concessão de 30 anos. Deste montante, R$ 9,5 bilhões são provenientes de recursos do Governo do Estado. A operação está sob responsabilidade da TIC Trens, consórcio formado pela chinesa CRRC e pelo Grupo Comporte.
A tecnologia envolvida no projeto também ganha destaque com a instalação de uma fábrica da CRRC em Araraquara. A unidade, que reaproveita instalações industriais, será responsável pela produção dos trens do TIM. Além de atender à demanda paulista, a fábrica é vista como um motor para a retomada da indústria ferroviária nacional, atraindo subfornecedores e gerando empregos especializados na região.
Expectativas para o passageiro
O sistema foi desenhado para oferecer diferentes perfis de serviço. O Trem Intercidades ligará a capital a Campinas em apenas 1 hora e 4 minutos, atingindo velocidades de até 140 km/h, com uma tarifa estimada em R$ 64. Já o Trem Intermetropolitano terá um perfil de serviço regional, com tempo de percurso de 33 minutos entre Jundiaí e Campinas e tarifa prevista de R$ 14,05.
A operação completa do sistema está prevista para 2031. Até lá, a concessionária segue avançando com a logística de suporte, que já inclui a chegada de veículos de manutenção importados da China. O compromisso, segundo o governo, é modernizar o sistema preservando o patrimônio histórico das estações, garantindo que a experiência do usuário seja o foco central do novo modal.
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