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Tarcísio de Freitas afasta risco de racionamento em SP apesar da queda do Cantareira

Tarcísio de Freitas afasta risco de racionamento em SP apesar da queda do Cantareira
1 de 2 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante evento de campanha em São Paulo nesta segunda-feira (31). — Foto: Reprodução/TV Globo

Apesar da preocupante redução no nível do Sistema Cantareira, que atingiu 33% de sua capacidade em agosto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), garantiu nesta segunda-feira (31) que não há planos para implementar rodízio ou racionamento de água no estado. A declaração visa tranquilizar a população paulista em meio à estiagem, um período crítico para o abastecimento hídrico da capital e de municípios da Região Metropolitana.

O Cantareira, um dos maiores sistemas de produção de água do mundo e vital para o abastecimento de milhões de pessoas em São Paulo, registrou uma queda de três pontos percentuais ao longo do mês de agosto, passando de 36% para 33%. Essa diminuição acende um alerta, pois indica a possibilidade de o reservatório encerrar o período de seca com níveis abaixo dos 30%, patamar que historicamente gera apreensão e remete a crises hídricas passadas, como a enfrentada em 2014-2015.

A Situação do Sistema Cantareira e a Preocupação Governamental

A Sabesp, companhia responsável pelo saneamento básico no estado, confirmou a retração nos níveis do Cantareira. A queda contínua durante o mês de agosto, um dos mais secos do ano, reforça a necessidade de monitoramento constante e de ações preventivas. Tarcísio de Freitas reconheceu a gravidade da situação, afirmando que a questão dos mananciais é uma preocupação constante de sua gestão.

“A questão dos mananciais, obviamente, sempre nos preocupa. A gente tem feito investimentos e tomado medidas, algumas medidas às vezes que não são fáceis, mas são importantes”, declarou o governador. Essa fala sublinha a complexidade da gestão hídrica em uma metrópole como São Paulo, que demanda soluções de curto e longo prazo para garantir a segurança hídrica.

Estratégias de Gestão Hídrica para Evitar o Racionamento

Para evitar medidas drásticas como o racionamento, o governo paulista e a Sabesp têm focado em estratégias que visam otimizar o uso da água e reduzir perdas. Um dos grandes desafios, segundo o governador, é a infraestrutura antiga da rede de distribuição de água em São Paulo, que em algumas áreas possui tubulações com 50 a 70 anos de idade. Essa antiguidade resulta em um volume significativo de perdas de água por vazamentos.

Para mitigar essas perdas e economizar água, especialmente nos horários de menor consumo, são implementadas medidas de restrição. Essas ações, que podem incluir a redução da pressão da água na rede durante a madrugada, são cruciais para preservar os níveis dos reservatórios sem impor um transtorno maior à população, como a interrupção total do abastecimento. “Isso obviamente traz um transtorno para a população, mas economiza uma quantidade enorme de água. Isso é o que vai nos livrar na estiagem de um racionamento ou rodízio”, explicou Tarcísio.

Investimentos em Infraestrutura: A Visão de Longo Prazo para o Abastecimento

Além das medidas operacionais, o governo estadual tem investido em projetos de infraestrutura hídrica com foco na expansão e interligação de bacias. A meta é aumentar a capacidade de reservação e garantir que os períodos chuvosos sejam aproveitados ao máximo para acumular água e fortalecer a resiliência do sistema de abastecimento.

O governador destacou que há mais de 440 reservatórios em construção em todo o estado. Um exemplo notável é a Baixada Santista, que receberá 23 novos reservatórios. Essas obras são estratégicas para atenuar a demanda por água, especialmente durante o verão, período de maior consumo. A interligação de bacias, por sua vez, permite maior flexibilidade na distribuição, possibilitando o remanejamento de água entre diferentes sistemas conforme a necessidade. Para mais informações sobre a gestão hídrica no estado, você pode consultar o site da Sabesp.

O compromisso de evitar o racionamento reflete a experiência de São Paulo com crises hídricas e a busca por soluções que garantam a continuidade do abastecimento, mesmo diante de cenários climáticos desafiadores. A combinação de gestão de perdas, medidas de restrição pontuais e investimentos em infraestrutura é a aposta do governo para atravessar a estiagem sem maiores problemas.

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