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Tarcísio consolida maioria na Alesp com 65 deputados na base de apoio

Tarcísio consolida maioria na Alesp com 65 deputados na base de apoio
Foto: Divulgação/GESP

Governança e força política na Alesp

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) garantiu uma posição de ampla governabilidade para o seu segundo mandato. Com o resultado das eleições deste domingo (4), a coalizão que sustentou sua reeleição conquistou 65 das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Esse cenário consolida a predominância de partidos de centro e direita no Legislativo paulista, conferindo ao Executivo estadual um respaldo robusto para a tramitação de pautas estratégicas.

O bloco governista, composto por legendas como PL, Republicanos, PSD, MDB, PP, Podemos, União Brasil, Novo, PRD e PSDB, alcançou mais de dois terços da composição da Casa. Na prática, essa margem ultrapassa os 48 votos necessários para a aprovação de projetos de lei ordinários e os 57 votos exigidos para alterações na Constituição do estado, garantindo a Tarcísio uma margem de manobra política pouco comum em gestões anteriores.

O protagonismo do PL e a nova configuração das bancadas

O Partido Liberal (PL) emerge como a principal força política da Assembleia, ampliando sua bancada para 27 parlamentares. O desempenho da sigla foi impulsionado pela votação expressiva de Eduarda Campopiano, que alcançou 1.956.238 votos, tornando-se a candidata mais votada da história para o Legislativo estadual. Esse resultado reflete a força do eleitorado conservador no estado e o peso da legenda na articulação do governador.

Além do PL, outros partidos tiveram participações fundamentais na construção dessa maioria. O PSD elegeu nove deputados, enquanto Republicanos e Podemos garantiram seis cadeiras cada. MDB e PP somaram cinco parlamentares cada, seguidos pelo União Brasil, com quatro. A distribuição dessas vagas demonstra uma base pulverizada, porém alinhada em torno da agenda econômica e administrativa do Palácio dos Bandeirantes, conforme dados oficiais da Alesp.

Oposição e o crescimento do PSOL

Do outro lado do espectro político, o Partido dos Trabalhadores (PT) mantém a liderança da oposição, embora tenha registrado uma leve redução em sua bancada, passando a contar com 16 deputados. Apesar disso, a legenda segue como a segunda maior força da Casa, contando com a votação expressiva de Eduardo Suplicy, que obteve 654.627 votos.

O grande destaque da oposição nesta legislatura é o PSOL, que ampliou sua representação de cinco para nove cadeiras, igualando-se ao PSD. O partido consolidou nomes como Sofia Favero, terceira mais votada do pleito, além de figuras como Carlos Giannazi e Paula da Bancada Feminista. Esse crescimento indica uma oposição mais vocal e numerosa, focada em pautas progressistas e na fiscalização rigorosa do Executivo.

Perspectivas para o segundo mandato

A composição da próxima legislatura, que assume em 2027, sugere que Tarcísio de Freitas iniciará seu novo ciclo em uma situação de maior conforto político do que a encontrada no início de sua primeira gestão. O histórico recente aponta que o governador obteve sucesso em aprovar reformas estruturais, como a privatização da Sabesp, justamente por contar com uma base coesa e numerosa.

Com a nova configuração, o desafio do governo será manter a unidade desse bloco heterogêneo diante das pressões políticas e das demandas das diferentes legendas que compõem a coalizão. A estabilidade alcançada nas urnas é, contudo, um trunfo significativo para a continuidade dos projetos de infraestrutura e gestão que marcam a atual administração.

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