A Polícia Civil de São Paulo deu início às investigações sobre a morte de Erivan Araújo Gonçalves, de 32 anos, encontrado sem vida na madrugada deste sábado (26) em um apartamento alugado na Rua Augusta, região central da capital paulista. O principal suspeito do crime, Felipe Donato da Silva, de 27 anos, apresentou-se voluntariamente a uma delegacia horas após o ocorrido e permanece detido.
Dinâmica do crime e perícia no local
O caso ganhou contornos de complexidade logo após a descoberta do corpo. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro à vítima, mas, ao chegarem ao imóvel, constataram que Erivan já estava morto. Segundo informações apuradas pelo portal g1, o chamado para a emergência teria sido feito pelo próprio suspeito, que deixou o local logo em seguida.
A perícia técnica realizada no apartamento revelou indícios de violência. De acordo com o boletim de ocorrência, foram encontrados sinais compatíveis com uma luta corporal recente. Vestígios de sangue foram localizados tanto sobre a cama quanto no chão do imóvel, levantando questionamentos sobre a dinâmica dos fatos que levaram ao óbito.
Relatos e movimentação no prédio
O apartamento onde o crime ocorreu era utilizado por Erivan por meio de uma plataforma de locação temporária. O porteiro do edifício prestou depoimento às autoridades e confirmou que a vítima havia autorizado previamente a entrada de Felipe, identificado como seu namorado.
O funcionário relatou que, por volta das 2h30, observou um homem saindo do prédio trajando roupas pretas e utilizando um capacete escuro, o que dificultou a identificação visual imediata. A polícia trabalha agora para confrontar esses relatos com as imagens de câmeras de segurança do condomínio e das imediações da Rua Augusta, buscando reconstruir os passos do suspeito.
Investigação e desdobramentos
O caso foi registrado inicialmente no 78º Distrito Policial, localizado nos Jardins, como homicídio de autoria desconhecida. Com a apresentação espontânea de Felipe Donato da Silva, a delegacia especializada agora concentra esforços em esclarecer a motivação do crime e a extensão da participação do suspeito na morte de Erivan.
A causa oficial da morte ainda aguarda a conclusão dos exames necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML). O inquérito policial segue em curso para determinar se houve premeditação ou se o desfecho trágico foi resultado de um conflito momentâneo. O M1 Metrópole continua acompanhando o desenrolar das investigações e trará novas atualizações assim que novos detalhes forem divulgados pelas autoridades competentes. Mantenha-se informado sobre os principais acontecimentos da capital e do país acompanhando nossa cobertura diária.