O setor de serviços, pilar fundamental para a geração de empregos no Brasil, registrou estabilidade no mês de julho, mantendo variação nula (0%) na comparação com junho. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete um cenário de acomodação após meses de oscilações no mercado nacional.
Apesar da estagnação no curto prazo, o setor sustenta uma trajetória positiva em janelas mais amplas. No acumulado de 2026, a alta é de 1,9%, enquanto a variação em 12 meses atinge 2,4%. O dado atual, contudo, aponta para uma leve desaceleração, visto que o indicador anualizado até junho era de 2,6%. Atualmente, o volume de serviços no país encontra-se 0,2% abaixo do recorde histórico, registrado em outubro de 2025.
Dinâmica das atividades e o impacto no consumo
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) detalha que o comportamento do setor não foi uniforme entre as cinco grandes áreas monitoradas. Enquanto a maior parte dos segmentos apresentou expansão, o setor de informação e comunicação registrou uma queda expressiva de 2,5%, o que acabou por neutralizar o desempenho positivo das demais categorias.
Entre os setores que impulsionaram a economia no período, destacam-se os serviços prestados às famílias, que cresceram 0,5%, e os serviços profissionais e administrativos, com alta de 0,6%. O segmento de transportes, armazenagem e correio, essencial para a logística nacional, avançou 0,4%, enquanto a categoria de outros serviços registrou um incremento de 0,7%. É importante ressaltar que, embora fundamentais para o sistema financeiro, as atividades bancárias não compõem este levantamento específico do IBGE.
Turismo mostra resiliência e crescimento
Um dos destaques positivos do levantamento é o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), que apresentou um avanço de 2,7% em julho frente ao mês anterior. Este segmento, que engloba hotéis, agências de viagens, bufês e o transporte aéreo de passageiros, demonstra força ao se posicionar 9,4% acima do patamar registrado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020.
Embora o acumulado de 12 meses para o turismo apresente uma alta mais contida, de 0,6%, o setor ainda busca recuperar o fôlego para alcançar o pico histórico observado em dezembro de 2024, estando atualmente 3,8% abaixo daquele nível. A pesquisa abrange 17 unidades da federação, refletindo a capilaridade da atividade turística em diversas regiões do país, do Nordeste ao Sul.
O M1 Metrópole segue acompanhando de perto os indicadores econômicos que impactam o cotidiano dos brasileiros. Continue conosco para entender os desdobramentos do mercado de trabalho, inflação e as tendências que movimentam a economia nacional com a credibilidade e a profundidade que você exige.