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Novas regras do CMN exigem fotos georreferenciadas para seguro rural, visando maior transparência

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (25), um conjunto de medidas significativas que prometem transformar a dinâmica do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A partir de 1º de julho de 2026, produtores rurais que buscarem indenização por perdas nas lavouras deverão apresentar fotos georreferenciadas, ou seja, com dados de localização por GPS incorporados ao arquivo, como parte essencial do processo de vistoria.

Essa inovação representa um marco no aprimoramento dos controles do Proagro, um dos pilares de sustentação da agricultura brasileira. A iniciativa, que visa conferir maior transparência e robustez à comprovação de sinistros, surge em um contexto de crescente demanda por eficiência e combate a fraudes no setor, especialmente após eventos climáticos extremos que desafiaram os sistemas de verificação existentes.

Aprimoramento da fiscalização no seguro rural com tecnologia no campo

A exigência de fotos georreferenciadas não é apenas uma formalidade burocrática; ela representa um salto tecnológico na fiscalização do seguro rural. Conforme explicou o Banco Central (BC) em nota, o objetivo primordial é assegurar que as imagens apresentadas correspondam de fato à área afetada pela perda. Essa tecnologia, já estimulada desde as severas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024, permite uma verificação precisa da localização e data da captura, dificultando tentativas de fraude e agilizando o processo de análise dos pedidos de indenização.

Para o produtor, a medida implica a necessidade de utilizar equipamentos (smartphones ou câmeras) capazes de registrar as coordenadas geográficas nas fotos. Embora possa parecer um desafio inicial, a adoção dessa prática tende a fortalecer a credibilidade das solicitações, garantindo que os recursos do Proagro sejam direcionados de forma justa e eficiente. A tecnologia de georreferenciamento já é amplamente utilizada em diversas áreas da agricultura moderna, desde o mapeamento de lavouras até a gestão de máquinas, e sua integração ao seguro rural é um passo natural para a modernização do setor.

O papel do Proagro e a sustentabilidade do programa

O Proagro, criado em 1973, é um programa vital para a estabilidade do agronegócio brasileiro. Ele oferece cobertura aos produtores rurais contra perdas decorrentes de fenômenos naturais, pragas e doenças, protegendo-os de riscos inerentes à atividade agropecuária e garantindo a continuidade da produção. O programa é custeado por uma combinação de recursos da União, contribuições dos próprios produtores rurais e receitas provenientes da aplicação do adicional recolhido.

A saúde financeira do Proagro é, portanto, uma preocupação constante do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central. As novas regras, que incluem também o desconto da produção obtida no valor das indenizações em casos de perdas graves, visam aprimorar essa sustentabilidade. Ao ajustar os valores das indenizações para refletir melhor o risco de quebra para cada produto e região, o CMN busca um equilíbrio que proteja o produtor sem comprometer a capacidade do programa de atender a futuras demandas. Essa gestão mais rigorosa é fundamental para que o Proagro continue sendo uma ferramenta eficaz de mitigação de riscos e fomento à produção de alimentos no país.

Alíquotas ajustadas e o alívio para o produtor

Um dos desdobramentos positivos do monitoramento contínuo do Proagro, conforme ressaltado pelo Banco Central, tem sido a diminuição do perfil de risco do seguro rural. Essa melhora permitiu ao CMN ajustar as alíquotas de equilíbrio e os adicionais do programa, resultando em um barateamento do custo médio para a maioria dos produtores. A alíquota de equilíbrio representa o percentual pago pelo produtor que mede o risco de frustração de safra de uma cultura em uma região específica, enquanto o adicional é a taxa desembolsada para ter acesso ao seguro rural.

Essa redução nos custos é uma notícia bem-vinda para os agricultores, que frequentemente operam com margens apertadas e estão sujeitos a intempéries climáticas e flutuações de mercado. Ao tornar o seguro mais acessível, o CMN incentiva uma maior adesão ao Proagro, ampliando a rede de proteção e contribuindo para a resiliência do setor. É um ciclo virtuoso: controles mais eficazes levam a um menor risco, que por sua vez permite custos mais baixos, beneficiando tanto o produtor quanto a sustentabilidade do programa.

Antecedentes e a urgência das mudanças no seguro rural

A necessidade de aprimorar os mecanismos de verificação no seguro rural ganhou destaque, especialmente após os eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. As enchentes devastadoras daquele ano expuseram as vulnerabilidades dos sistemas de comprovação de perdas, gerando desafios significativos na avaliação e liberação das indenizações. A experiência gaúcha serviu como um catalisador para a discussão e implementação de soluções mais robustas e tecnologicamente avançadas.

A adoção de fotos georreferenciadas, nesse contexto, não é apenas uma medida preventiva, mas uma resposta direta às lições aprendidas. Ela reflete o compromisso do CMN em adaptar o Proagro às realidades e desafios contemporâneos da agricultura brasileira, que incluem a crescente frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. Ao garantir que as comprovações de perdas sejam inequívocas, o programa se fortalece, protegendo de forma mais eficaz os produtores e os recursos públicos envolvidos. Para mais detalhes sobre as deliberações do CMN, você pode consultar a notícia original da Agência Brasil.

As novas diretrizes do CMN para o Proagro, com a exigência de fotos georreferenciadas e o ajuste nas indenizações, marcam um passo importante na modernização e sustentabilidade do seguro rural no Brasil. Essas medidas, que entram em vigor em 1º de julho de 2026, prometem trazer mais segurança e transparência para o campo, beneficiando tanto os produtores quanto a gestão dos recursos públicos. Para acompanhar de perto os desdobramentos dessas e de outras notícias relevantes para a economia e o agronegócio, continue conectado ao M1 Metrópole. Nosso portal oferece informação relevante, atual e contextualizada, garantindo que você esteja sempre bem informado sobre os temas que impactam o seu dia a dia.

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