A Praça dos Três Poderes, em Brasília, amanheceu sob um esquema rigoroso de vigilância nesta terça-feira. A mobilização das forças de segurança ocorre em virtude da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que coloca em pauta o futuro do ministro Alexandre de Moraes. O plano operacional, desenhado para garantir a integridade da Corte e o fluxo das atividades institucionais, inclui o uso de cavalaria, barreiras físicas e monitoramento aéreo restrito.
Estratégia de monitoramento e controle de espaço aéreo
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) implementou medidas de vigilância tecnológica para o perímetro da sede do Judiciário. Entre os recursos empregados estão drones equipados com câmeras térmicas, capazes de identificar movimentações mesmo em condições de baixa visibilidade. A corporação estabeleceu uma política de tolerância zero para aeronaves não autorizadas: qualquer drone que não pertença à frota oficial da PM será prontamente abatido.
Além do monitoramento aéreo, o planejamento tático contempla o reforço do policiamento em pontos estratégicos. A cavalaria da PM foi posicionada na retaguarda do edifício do Supremo, enquanto uma linha de contenção foi montada na Esplanada dos Ministérios, especificamente na altura do Ministério da Saúde, para controlar o acesso de pedestres e veículos ao núcleo do poder federal.
Gestão de manifestações e fluxo de pedestres
O cenário político para esta terça-feira inclui a previsão de protestos organizados por apoiadores de nomes como Romeu Zema (Novo) e dos candidatos ao Senado Bia Kicis (PL) e Sebastião Coelho (Novo). Para evitar o bloqueio das vias e garantir a ordem pública, a Secretaria de Segurança do Distrito Federal estabeleceu um acordo com as campanhas envolvidas.
Ficou determinado que os manifestantes não poderão ultrapassar a área delimitada nas proximidades do Congresso Nacional. Embora o tráfego de veículos permaneça liberado na via, o estacionamento nas imediações do STF está proibido. O acesso a pé ao prédio do Supremo foi restringido exclusivamente aos funcionários que atuam nas dependências dos órgãos públicos, visando evitar aglomerações desordenadas.
Inteligência e prontidão das forças de segurança
Apesar do aparato ostensivo, relatórios de inteligência da Secretaria de Segurança do DF indicam que a adesão aos protestos não deve atingir níveis expressivos. Mesmo com a estimativa de baixa mobilização, a estrutura de segurança permanece em alerta máximo. Policiais que habitualmente não atuam no policiamento de rua foram colocados de sobreaviso e podem ser acionados a qualquer momento caso a situação exija reforço imediato.
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