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Ricardo Salles mantém pré-candidatura ao Senado em SP e ataca escolha de André do Prado

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A corrida eleitoral para o Senado em São Paulo, com vistas a 2026, já movimenta os bastidores da política, especialmente na ala da direita. O deputado federal Ricardo Salles (Novo) reafirmou sua intenção de concorrer a uma das vagas no Senado Federal, descartando a possibilidade de abrir mão de sua candidatura em favor de André do Prado (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

A decisão de Salles intensifica a disputa interna pelo voto conservador e bolsonarista no estado, gerando atritos com figuras proeminentes como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apoiam o nome de André do Prado para uma das cadeiras.

Salles Bate o Pé e Rejeita Nome de André do Prado

A declaração de Ricardo Salles veio na quarta-feira (6), em resposta direta às pressões para que ele retirasse sua pré-candidatura. O argumento de Eduardo Bolsonaro é que a manutenção de múltiplas candidaturas da direita poderia dividir os votos e, consequentemente, favorecer a eleição de nomes da esquerda para as duas vagas em disputa no Senado por São Paulo.

No entanto, Salles rebateu veementemente essa tese, afirmando que o risco de perder as cadeiras para a esquerda seria justamente o lançamento de um nome que ele considera próximo a esse espectro político. Para o deputado do Novo, André do Prado não representa a direita ideológica e, por isso, sua candidatura seria um desserviço ao projeto conservador no estado.

O Perfil de André do Prado e as Críticas de Salles

A principal crítica de Ricardo Salles a André do Prado reside na sua percepção de que o presidente da Alesp estaria alinhado ao que ele chama de “Centrão ideológico, corrupto e fisiologista”. Salles argumenta que Prado se elegeu para a presidência da Assembleia com o apoio e os votos do Partido dos Trabalhadores (PT), o que, em sua visão, o desqualifica como um representante legítimo da direita.

“Não é direita, nunca foi e jamais será”, sentenciou Salles, reforçando a ideia de que o Centrão, em sua análise, é ainda pior que a própria esquerda, pois se adapta conforme a conveniência, votando com ambos os lados e buscando benefícios como verbas e emendas. Essa postura, segundo Salles, contraria os princípios de coerência e ideologia que ele defende para o grupo de direita.

Cenários e Alternativas Propostas por Salles

Na visão de Ricardo Salles, os únicos nomes verdadeiramente alinhados à direita e capazes de disputar as vagas no Senado seriam ele próprio e o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), cujo nome já está consolidado como uma das opções. Salles deixou claro que só abriria mão de sua candidatura caso o escolhido para a segunda vaga fosse o vice-prefeito da capital paulista, Ricardo Mello Araújo (PL).

“Vocês retiram a candidatura do André do Prado e colocam o Mello Araújo. Se vocês colocarem ele, eu abro mão da minha candidatura. E fica só o Derrite e ele. Vamos ver se vocês querem realmente prestigiar a direita ou se é jogada do Valdemar”, desafiou Salles, sugerindo que a escolha de Prado seria uma manobra do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

O Contexto Eleitoral e a Força da Esquerda

A preocupação com a divisão dos votos da direita não é infundada, dado o cenário eleitoral atual. Pesquisas de intenção de voto para o Senado em São Paulo, como a realizada pela Quaest, mostram que nomes da esquerda e do centro-esquerda estão bem posicionados. Entre os cotados, destacam-se a ex-ministra Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB).

Simone Tebet já teve seu nome anunciado pelo PSB, e a segunda vaga na chapa aliada ao ex-ministro Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo paulista, ainda está em discussão entre Marina Silva e Márcio França. Os três nomes aparecem à frente nas pesquisas, ao lado de Guilherme Derrite, o que acende um alerta para a direita sobre a necessidade de uma estratégia unificada para as duas vagas.

A disputa interna na direita paulista, portanto, vai além de meras candidaturas. Ela reflete um embate ideológico e estratégico que pode definir o futuro da representação política do estado no Senado Federal. O M1 Metrópole continuará acompanhando os desdobramentos dessa e de outras movimentações políticas importantes para o cenário nacional e regional. Para mais informações e análises aprofundadas, clique aqui e acompanhe nosso portal.

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