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Gustavo Haakin denuncia racismo e agressão cometidos por seguranças da Arena Brasil em São Paulo

Montagem/g1
Reprodução G1

O criador de conteúdo, atleta e ator Gustavo Haakin Oliveira da Costa, de 25 anos, trouxe à tona uma grave denúncia de racismo e agressão contra seguranças terceirizados da Arena Brasil, um evento de grande porte realizado no Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. O episódio, ocorrido no último domingo, 14 de junho, ganhou repercussão após Haakin publicar um vídeo detalhado em suas redes sociais na quarta-feira, 17 de junho, cobrando esclarecimentos e justiça.

A denúncia de Haakin, que acumula cerca de 148 mil seguidores no Instagram com vídeos de desafios esportivos, reacende o debate sobre a conduta de equipes de segurança em eventos e a persistência do racismo estrutural na sociedade brasileira. O caso já foi registrado como lesão corporal no 27º Distrito Policial, do Campo Belo, e mobiliza a atenção para a responsabilidade dos organizadores de eventos na garantia da segurança e do respeito ao público.

A denúncia de racismo e agressão em evento de São Paulo

Gustavo Haakin relatou que, durante o show do rapper Matuê na pista premium da Arena Brasil, um amigo que o acompanhava subiu em seus ombros para gravar a apresentação. Segundo o influenciador, a abordagem de um segurança foi imediata e desproporcionalmente agressiva, diferentemente do tratamento dado a outras pessoas que praticavam ações semelhantes no local.

“A gente achou estranho, porque tinha outras pessoas ali com pessoas nos ombros. Não vimos ninguém sendo abordado da forma que a gente foi abordado, já que o segurança chegou bem agressivo, empurrando e falando para ele descer”, detalhou Haakin em seu vídeo. Ele acrescentou que o segurança permaneceu o observando de forma intimidatória durante parte do show, o que já gerava desconforto.

O relato detalhado do influenciador Gustavo Haakin

A situação escalou quando Haakin tentou se deslocar pela área da pista premium e foi impedido de circular. “Ele simplesmente entrou na minha frente e falou que eu não poderia passar. Eu pedi para ele dar licença diversas vezes”, afirmou o criador de conteúdo. Ao questionar a identificação do segurança, a agressão se intensificou. Um amigo que filmava a cena com o celular também foi empurrado.

Em seguida, Haakin descreve ter sido cercado por um grupo de seguranças. “Vieram um, dois, três. Quando eu fui ver, tinha entre cinco e sete seguranças em cima de mim. Um pegando um braço, outro pegando o outro, um me enforcou e outro estava na minha frente me dando socos na barriga”, declarou. O influenciador relata que uma produtora do evento tentou intervir, mas ele ainda foi contido e retirado do local após uma discussão. Após o ocorrido, Haakin procurou a polícia ainda no evento e foi encaminhado a uma sala de acolhimento, onde recebeu suporte de advogada, psicóloga e integrantes da produção. No entanto, o segurança inicialmente apontado como agressor já havia desaparecido quando os policiais chegaram.

A denúncia de motivação racial e o contexto social

A acusação de racismo é um ponto central na denúncia de Gustavo Haakin. Ele argumenta que a abordagem agressiva e a subsequente agressão foram motivadas por sua cor, em contraste com o tratamento dispensado a outras pessoas no evento. “Não tem como negar que a pessoa que acendeu o sinalizador do outro lado não foi agredida, as pessoas que estavam bebendo, usando droga não foram agredidas. Todas essas pessoas eram brancas. Eu era um dos poucos retintos que estavam ali naquela roda específica e fui o único a ser agredido”, pontuou.

Essa percepção de tratamento diferenciado, baseada na raça, ecoa uma realidade de racismo estrutural que afeta a população negra em diversos espaços, incluindo eventos de entretenimento. A denúncia de Haakin não é um caso isolado e se soma a inúmeros relatos de discriminação e violência sofridos por pessoas negras em abordagens de segurança privada, levantando questões cruciais sobre o treinamento e a fiscalização dessas equipes.

A resposta da Arena Brasil e os desdobramentos do caso

Em resposta à denúncia, a organização da Arena Brasil emitiu um comunicado lamentando profundamente a situação e afirmando que não compactua com qualquer forma de agressão, seja física ou verbal. A nota informa que, após apuração inicial dos fatos, foi constatado que os protocolos de segurança e atendimento não foram seguidos pelos colaboradores envolvidos.

A Arena Brasil comunicou que os funcionários terceirizados envolvidos no caso foram identificados e imediatamente desligados. Além disso, a organização afirmou estar reforçando seus processos de treinamento, atendimento e abordagem junto às equipes terceirizadas e prestadores de serviços, para evitar que situações semelhantes se repitam. A empresa também mencionou que entrou em contato com Haakin para oferecer apoio e colaborar com as autoridades competentes. A existência de uma tenda de acolhimento em todos os seus eventos foi destacada como parte do compromisso com o suporte ao público.

O caso segue sob investigação policial, e a repercussão nas redes sociais continua a impulsionar a discussão sobre a necessidade de ambientes mais seguros e inclusivos em grandes eventos. A denúncia de Gustavo Haakin serve como um lembrete da importância de combater o racismo e a violência em todas as suas formas, exigindo uma postura ativa e responsável de empresas e autoridades.

Para mais informações sobre este e outros casos que impactam a sociedade, continue acompanhando o M1 Metrópole. Nosso portal está comprometido em trazer notícias relevantes, atualizadas e contextualizadas, oferecendo uma cobertura aprofundada dos fatos que moldam o cenário local, regional e nacional.

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