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Quedas infantis levam 33 mil crianças a internações anuais no Brasil

Quedas infantis levam 33 mil crianças a internações anuais no Brasil
Reprodução/Pixabay

O impacto das quedas na saúde infantil

As quedas representam um dos maiores desafios para a saúde pública pediátrica no Brasil. Dados alarmantes revelam que, anualmente, cerca de 33 mil crianças com menos de dez anos necessitam de internação hospitalar devido a acidentes domésticos ou em espaços de lazer. Esse volume, que equivale a uma média de 2.750 admissões mensais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reflete um padrão persistente na última década, totalizando mais de 330 mil casos entre 2016 e 2025.

O levantamento, realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com base no Sistema de Informações Hospitalares, aponta que o primeiro semestre de 2026 segue a tendência histórica, com quase 15 mil hospitalizações registradas. Especialistas alertam, contudo, que os números reais podem ser ainda mais expressivos, visto que o levantamento não contabiliza atendimentos em hospitais da rede privada e desconsidera casos leves que não exigem internação.

Perfil das ocorrências e faixas etárias

A análise dos dados revela que a faixa etária entre cinco e nove anos é a mais vulnerável, concentrando 58,6% das internações. Este período coincide com o aumento da autonomia motora e a prática de atividades físicas mais intensas. Em seguida, crianças de um a quatro anos representam 33,3% dos casos, enquanto bebês com menos de um ano respondem por uma parcela menor, embora exijam atenção redobrada devido à fragilidade física.

Entre os tipos de acidentes mais comuns, destacam-se as quedas na mesma superfície e aquelas decorrentes de escorregões ou tropeços. Para os bebês, o risco principal está associado a quedas de móveis, como camas e trocadores. Já para crianças em idade pré-escolar, os perigos se diversificam, envolvendo janelas, escadas e equipamentos de recreação, que frequentemente resultam em fraturas e traumatismos cranianos.

Prevenção como estratégia de proteção

A pediatra Adriana Rocha Brito, presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, reforça que a grande maioria desses eventos é evitável. A prevenção exige um olhar atento dos cuidadores sobre o ambiente, respeitando as etapas de desenvolvimento da criança. Medidas simples, como a instalação de redes de proteção em janelas e o uso de grades em escadas, são fundamentais para reduzir drasticamente os riscos.

No ambiente escolar, a segurança depende de uma combinação entre manutenção rigorosa de mobiliários e brinquedos e a vigilância constante dos adultos. A especialista enfatiza que distrações, como o uso de celulares por parte dos responsáveis, são fatores que elevam a probabilidade de acidentes. O monitoramento ativo e a adaptação dos espaços são, portanto, as ferramentas mais eficazes para garantir a integridade física dos pequenos.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos sobre saúde pública e segurança infantil. Continue conosco para se manter informado sobre as principais notícias que impactam o seu dia a dia e o bem-estar da sua família.

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