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Protesto pelo fim da escala 6×1 na Avenida Paulista termina em registro policial

Protesto pelo fim da escala 6x1 na Avenida Paulista termina em registro policial
Início do protesto pelo fim da escala 6x1 na Paulista Henrique Silva/TV Globo

Conflito interrompe manifestação na capital paulista

Uma manifestação que reunia centrais sindicais e trabalhadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (30), foi marcada por um episódio de desentendimento que terminou em registro policial. O ato, organizado para pressionar pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6×1, teve o clima alterado por uma confusão envolvendo um idoso de 70 anos e um adolescente de 17 anos.

De acordo com informações registradas em boletim de ocorrência, o idoso participava do ato em defesa da redução da jornada quando foi abordado pelo jovem. O adolescente, que integrava um grupo de videomakers, aproximou-se para realizar entrevistas com os presentes. Segundo relatos publicados pelo jornal Folha de S.Paulo, o jovem, identificado com posicionamento político de direita, teria utilizado a ocasião para realizar provocações aos manifestantes, o que culminou em uma discussão acalorada entre as partes.

Registro de ocorrência e desdobramentos

O incidente foi encaminhado ao 78º Distrito Policial, localizado no bairro dos Jardins. A autoridade policial registrou o caso sob as naturezas de vias de fato, lesão corporal e injúria. O episódio ilustra a polarização que frequentemente permeia grandes atos públicos em centros urbanos, onde a presença de grupos com pautas divergentes pode gerar atritos durante a cobertura ou participação em eventos políticos.

Contexto da mobilização pela jornada de trabalho

O protesto deste domingo faz parte de uma articulação nacional de centrais sindicais que buscam apoio popular para a tramitação da PEC que propõe o fim da escala 6×1. A proposta, que tem gerado intensos debates sobre produtividade e qualidade de vida, está na pauta de análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para esta semana.

A manifestação contou com a presença de figuras políticas, entre elas a candidata ao Senado Marina Silva (Rede) e o candidato a deputado federal Eduardo Suplicy (PT). Durante seu discurso, Marina Silva enfatizou a necessidade de garantir ao trabalhador maior tempo para atividades pessoais, estudos e convívio familiar, argumentando que a atual configuração da jornada é incompatível com a dignidade humana. “O trabalhador não pode ser tratado como se fosse um escravo”, afirmou a candidata durante o ato.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta pauta e as movimentações políticas em torno da jornada de trabalho no Congresso Nacional. Continue conosco para se manter informado sobre os principais fatos que impactam a sociedade brasileira com a credibilidade e a profundidade que você exige.

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