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Professores da rede municipal de São Paulo mantêm greve após impasse com prefeitura

Greve de professores municipais em SP Abraão Cruz/TV Globo
Greve de professores municipais em SP Abraão Cruz/TV Globo

Impasse salarial e mobilização nas ruas

Professores da rede municipal de ensino de São Paulo intensificaram nesta quarta-feira (6) a mobilização iniciada na última terça-feira (5). Em um ato realizado em frente à Câmara Municipal, a categoria reforçou as pautas de reivindicação que motivaram a paralisação das atividades: a busca por um reajuste salarial digno, melhores condições de trabalho e a realização de novos concursos públicos para o setor.

O movimento, que conta com a articulação do SINPEEM, coloca em lados opostos os servidores e a gestão de Ricardo Nunes (MDB). Enquanto a prefeitura sustenta a viabilidade de sua proposta atual, os educadores argumentam que o índice oferecido não cobre as perdas inflacionárias acumuladas no último ano, comprometendo o poder de compra da categoria.

O embate sobre os índices de reajuste

A administração municipal apresentou uma proposta de aumento de 3,51%, valor que, segundo o Executivo, baseia-se no IPC-FIPE acumulado entre abril de 2025 e março de 2026. Em nota oficial, a prefeitura destacou que a medida gera um impacto superior a R$ 1 bilhão anuais na folha de pagamento, defendendo que a política de valorização adotada desde 2021 já soma investimentos acima de R$ 7 bilhões.

Do outro lado, o sindicato aponta que a inflação real do período atingiu 3,94%, superando o percentual oferecido. A categoria reivindica um reajuste de 9,3%, valor que, segundo os representantes dos trabalhadores, seria compatível com o crescimento da receita prevista no orçamento municipal. Diante do impasse, a greve foi mantida pelo menos até a próxima terça-feira (12), data em que está prevista uma nova audiência pública para debater o tema.

Preocupação com a precarização do ensino

Além da questão financeira, o debate sobre a estrutura das contratações na rede municipal ganhou destaque. O sindicato critica a alteração legislativa que ampliou o limite de contratações temporárias, sem concurso público, que saltou de 5% para 30% no projeto de lei em discussão. Para os professores, essa medida fragiliza a carreira docente.

A categoria argumenta que profissionais contratados sob regime precário possuem menos estabilidade e menor evolução salarial, além de estarem mais vulneráveis a pressões administrativas. A prefeitura, por sua vez, reforça que mantém o compromisso com a educação e cita que o piso inicial para professores de 40 horas semanais chegará a R$ 5.831,88, valor que estaria 13,7% acima do piso nacional da categoria para 2026.

Funcionamento das unidades e determinações judiciais

A gestão municipal informou que as ausências dos servidores que aderirem à greve serão descontadas, conforme a legislação vigente. Até o momento, o levantamento da prefeitura indica que 5% das unidades educacionais registraram falta de atendimento. A situação é monitorada sob a égide de uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, emitida em 5 de maio de 2026, que determina o funcionamento das unidades com, no mínimo, 70% do quadro de profissionais.

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