Termina nesta sexta-feira (30) o prazo fundamental para que micro e pequenos empresários tomem decisões estratégicas sobre o regime tributário que entrará em vigor no próximo ano, em meio às adaptações exigidas pela reforma tributária. O período mobiliza contadores e empreendedores em todo o país diante de mudanças estruturais na forma de recolhimento de impostos.
As empresas que pretendem recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo modelo regular precisam registrar a escolha até o final do dia. Quem não realizar o procedimento continuará inserido na sistemática simplificada do Simples Nacional, que centraliza os tributos de acordo com o porte e o faturamento do negócio.
Regularização de pendências e o impacto da transição
Além da definição sobre os novos tributos, a data limite desta sexta-feira encerra o prazo para que os negócios regularizem eventuais pendências fiscais que tenham bloqueado o ingresso no Simples Nacional. O cronograma foi antecipado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) para conceder maior previsibilidade jurídica e financeira ao setor produtivo antes da virada do ano-calendário.
A modalidade é destinada a empreendimentos com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Com a transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo, os prazos tradicionais sofreram alterações para permitir a integração do IBS e da CBS às rotinas contábeis das companhias, exigindo atenção redobrada aos detalhes operacionais.
Análise de crédito tributário e planejamento estratégico
Especialistas em contabilidade ressaltam que a escolha entre permanecer com todos os tributos no Simples ou optar pelo recolhimento regular do IBS e da CBS exige uma avaliação financeira profunda. A decisão impacta diretamente a cadeia de fornecedores e o perfil dos clientes, especialmente para negócios que comercializam com outras empresas e dependem da geração de créditos tributários.
- perfil dos clientes;
- cadeia de fornecedores;
- possibilidade de geração e aproveitamento de créditos;
- formação de preços;
- impacto dos novos tributos no fluxo financeiro.
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