Movimentação estratégica no cenário eleitoral paranaense
O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), prepara-se para oficializar, nesta sexta-feira (31), uma mudança drástica em seus planos para as eleições de 2026. Após meses mantendo uma pré-candidatura ao Palácio Iguaçu, o político deve anunciar a desistência de sua corrida solo para integrar a chapa liderada pelo grupo do governador Ratinho Junior (PSD), ocupando a posição de vice-governador.
A decisão, que será detalhada em entrevista coletiva marcada para as 14h, marca o fim de um período de incertezas para o emedebista. Com 12% das intenções de voto, segundo a última pesquisa da Genial/Quaest, Greca enfrentava um cenário de isolamento político, com dificuldades para angariar apoios partidários e estruturar uma campanha competitiva contra adversários com maior capilaridade eleitoral.
O peso do isolamento e a busca por viabilidade
A trajetória de Greca rumo a 2026 foi marcada por idas e vindas. Após eleger seu sucessor na Prefeitura de Curitiba em 2024, ainda quando integrava o PSD, o ex-prefeito migrou para o MDB em março deste ano, decidido a buscar o governo estadual. Contudo, a falta de uma base sólida e a ausência de coligações robustas tornaram a manutenção da candidatura um desafio logístico e político considerável.
Para o grupo de Ratinho Junior, a aliança é vista como uma tentativa de oxigenar a pré-candidatura do deputado federal Sandro Alex (PSD). O atual cenário das pesquisas aponta Sandro Alex com 7% das intenções de voto, um desempenho que tem gerado apreensão entre os aliados do governador. O objetivo é fortalecer a chapa majoritária, que já conta com o apoio de siglas como PP, União Brasil e Republicanos.
Reconfiguração das forças políticas no estado
O tabuleiro eleitoral no Paraná está em ebulição. Enquanto o grupo de Ratinho Junior busca consolidar sua hegemonia, a oposição se organiza com a aliança entre o deputado estadual Requião Filho (PDT) e o PT. Paralelamente, o PL, liderado pelo senador Sergio Moro, consolidou uma frente com o Novo, de Deltan Dallagnol, e o Podemos, sob controle da família Francischini.
A articulação para trazer Greca para a base governista incluiu movimentos recentes, como a filiação de Cristina Graeml ao PSD, na tentativa de atrair o eleitorado bolsonarista. Com a entrada de Greca, o acordo deve contemplar também a inclusão do ex-senador Alvaro Dias (MDB) na disputa pelo Senado, embora a composição final das vagas para a câmara alta ainda apresente incógnitas, dado o cenário de múltiplas alianças e interesses regionais.
O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta aliança e as movimentações dos demais pré-candidatos que buscam o comando do estado. Continue conectado em nosso portal para receber análises aprofundadas e informações atualizadas sobre os bastidores da política nacional e regional com a credibilidade que você já conhece.