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PSDB e Cidadania buscam neutralidade e retiram apoio formal à candidatura de Raquel Lyra

PSDB e Cidadania buscam neutralidade e retiram apoio formal à candidatura de Raquel Lyra
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A disputa eleitoral em Pernambuco ganhou um novo capítulo de incertezas e movimentações estratégicas nesta semana. A Federação PSDB/Cidadania formalizou, na noite desta terça-feira (18), um pedido junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para retirar o apoio formal à candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD-PE), que busca a reeleição. A medida coloca em xeque a estrutura da coligação e impacta diretamente o tempo de exposição da gestora no horário eleitoral gratuito.

Impacto direto no tempo de TV e rádio

A movimentação jurídica não é apenas uma formalidade política, mas uma estratégia com reflexos práticos imediatos. Com o pedido de desfiliação da coligação, a chapa de Raquel Lyra sofrerá uma redução considerável em seu tempo de propaganda no rádio e na televisão. A definição oficial dos tempos de cada candidato está prevista para esta sexta-feira (21), data em que o tribunal estabelecerá a ordem de veiculação e a distribuição das inserções.

Embora o cálculo definitivo ainda esteja sendo processado pela Justiça Eleitoral, especialistas e integrantes de campanhas estimam que a governadora possa perder entre 20 e 30 segundos de exibição. Em um cenário de disputa acirrada, esse tempo é considerado vital para a construção da narrativa eleitoral e o alcance de eleitores indecisos, especialmente em um pleito onde o adversário, João Campos, consolidou alianças com ao menos 10 partidos, superando o número de apoios da atual governadora.

O impasse jurídico sobre a convenção estadual

O argumento central da Federação PSDB/Cidadania para a retirada do apoio é de natureza técnica. A legenda sustenta que o diretório estadual, responsável pela decisão de coligar-se com Raquel Lyra durante a convenção, já estava destituído naquele momento. Dessa forma, a decisão anterior não teria validade jurídica, o que permitiria ao partido declarar neutralidade no pleito majoritário para os cargos de governador, vice-governador e senador.

Pouco tempo após o protocolo do PSDB, o PSB também acionou o TRE-PE. O objetivo da sigla é garantir que a Federação não seja contabilizada na distribuição do tempo de propaganda de Raquel Lyra, consolidando a perda de espaço da governadora. Nos bastidores, comenta-se que a articulação envolve um alinhamento entre o presidente da federação, Aécio Neves (PSDB-MG), e o grupo político de João Campos, visando equilibrar as forças na televisão.

Neutralidade formal versus apoio político

Apesar da manobra jurídica que retira o PSDB da coligação, a legenda emitiu uma nota oficial nesta quarta-feira (19) tentando apaziguar os ânimos internos. O partido afirma que a decisão de declarar neutralidade perante a Justiça Eleitoral teve como objetivo principal a preservação da chapa de deputados federais, e não o abandono da governadora.

Na prática, o cenário que se desenha é de uma neutralidade híbrida: os candidatos do PSDB permanecem liberados para realizar campanha ao lado de Raquel Lyra nas ruas, mantendo o apoio político à sua reeleição. Contudo, no plano institucional e jurídico, o partido se desvincula da coligação, privando a governadora do tempo de TV que seria somado à sua candidatura. O desdobramento dessa disputa judicial no TRE-PE deve definir os contornos finais da campanha pernambucana nos próximos dias.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta e de outras movimentações políticas que definem o futuro de Pernambuco e do Brasil. Continue acessando nosso portal para análises aprofundadas, bastidores e a cobertura completa do cenário eleitoral com a credibilidade que você já conhece.

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