O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) utilizou sua agenda na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (24), para refutar publicamente a existência de negociações com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visando o fim da reeleição no país. O senador negou que tenha condicionado qualquer apoio político a um acordo dessa natureza.
“Não preciso de pacto com Tarcísio para a gente andar junto. Nós sempre caminhamos juntos e assim que vai continuar”, afirmou o candidato. A declaração surge após informações de bastidores, veiculadas pela colunista Ana Flor, do g1, indicarem que a campanha de Flávio teria buscado o governador paulista para propor o fim da reeleição presidencial, medida que, se aprovada, afetaria o cenário político nacional.
Articulação política e alianças estratégicas
Ao ser questionado sobre a veracidade das tratativas, Flávio Bolsonaro reiterou que não houve tal proposta de sua parte, embora tenha ressaltado que mantém diálogo constante com o governador. O senador enfatizou que sua relação com Tarcísio de Freitas é pautada pelo objetivo comum de “salvar o Brasil”.
Sobre o nível de engajamento de Tarcísio em sua candidatura, o presidenciável demonstrou confiança. Ele afirmou esperar o apoio não apenas do governador, mas também do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e de toda a base de aliados do PL e dos Republicanos, partido de Tarcísio, para fortalecer sua campanha rumo ao Palácio do Planalto.
Investigações sobre financiamento de filme
Durante a coletiva, o tema do financiamento do filme Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a ser pauta. O caso ganhou novos contornos com a autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a Polícia Federal tenha acesso a elementos reunidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma operação no Instituto Conhecer Brasil.
Flávio Bolsonaro evitou detalhar se apresentará o contrato da produção, limitando-se a dizer que as informações já foram prestadas no âmbito da investigação estadual. O candidato classificou o longa como uma “relação privada” e aproveitou para contra-atacar, questionando a conduta de adversários políticos e mencionando o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, em suas críticas.
Propostas para o mercado de trabalho
Além das questões políticas e jurídicas, o senador aproveitou o ambiente empresarial da Fiesp para defender o princípio do “negociado sobre o legislado”. Em seu plano de governo, Flávio propõe alternativas à escala 6×1, defendendo que trabalhadores e empresas tenham maior liberdade para definir suas cargas horárias.
“Vamos dar liberdade para que as pessoas possam escolher a sua carga horária de trabalho”, defendeu. A proposta busca flexibilizar as relações laborais, permitindo acordos diretos que, segundo o candidato, atendem melhor às necessidades de ambos os lados, desde que respeitados os limites legais.
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