Investigação sobre a conduta de profissionais de segurança
A Polícia Civil de São Paulo iniciou uma investigação para apurar a conduta de dois seguranças acusados de omissão durante um episódio de violência doméstica. A vítima, a cirurgiã-dentista Giulia Falcão, de 27 anos, relatou que foi agredida pelo marido, o empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, em frente à sua residência no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. O caso, que ganhou repercussão após o relato da vítima nas redes sociais, está sendo conduzido pelo 15º Distrito Policial (Itaim Bibi).
Segundo o depoimento de Giulia Falcão, ela teria buscado auxílio dos profissionais que faziam a vigilância da rua no momento em que era atacada pelo companheiro. A dentista afirma que, mesmo diante de seus pedidos de socorro e gritos, os seguranças não intervieram para impedir que o agressor a levasse para dentro de casa à força. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que o inquérito busca esclarecer a dinâmica dos fatos e a responsabilidade dos agentes envolvidos.
O histórico do caso e a prisão do agressor
O empresário Ivo Vel Kos, figura conhecida no mercado financeiro, foi preso em flagrante na madrugada do dia 15 de março. Após a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva. O réu responde agora por lesão corporal, ameaça e violência doméstica. A Justiça de São Paulo também concedeu, na quarta-feira (19), medidas protetivas de urgência, proibindo o contato do acusado com a vítima e estabelecendo uma distância mínima de 300 metros.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o casal chega à rua e o empresário desfere um soco contra a mulher. Giulia Falcão relatou que as agressões tiveram início ainda dentro do veículo e prosseguiram no interior do imóvel, onde ela teria sido ameaçada com uma arma de choque e um taco de beisebol. A defesa do acusado, representada pelo advogado Davi Gebara, optou por não se manifestar sobre as acusações no momento.
Posicionamento das empresas de segurança
O Grupo Previx, empresa que atua na região, contestou a versão apresentada pela vítima em relação aos seus funcionários. Em nota, a empresa afirmou que um de seus agentes, ao identificar a situação, teria acionado a Polícia Militar imediatamente e permanecido no local para prestar apoio. A companhia ressaltou que as imagens não mostram seus funcionários auxiliando o agressor.
A empresa esclareceu ainda que o profissional citado pela vítima como o responsável por auxiliá-la a ser conduzida para dentro da casa seria um “guariteiro” local, sem vínculo empregatício com o Grupo Previx. O caso segue sob investigação policial para determinar se houve falha no dever de assistência ou se a conduta dos profissionais foi adequada diante da gravidade da situação.
O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos deste caso, que coloca em evidência a importância da rede de proteção às mulheres e o papel dos serviços de vigilância em espaços urbanos. Para se manter informado sobre este e outros temas relevantes da atualidade, continue acompanhando nossas atualizações diárias com apuração rigorosa e compromisso com a verdade.