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Polícia Federal investiga presidente do PCO por suspeita de desvio de verba eleitoral

Polícia Federal investiga presidente do PCO por suspeita de desvio de verba eleitoral
João Caproni Pimenta/PCO/Divulgação

Operação Causa Própria mira liderança do PCO

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (11), a Operação Causa Própria, que tem como alvo principal o presidente do PCO (Partido da Causa Operária), Rui Costa Pimenta. A ação, autorizada pela Justiça Eleitoral em Brasília, investiga possíveis irregularidades no uso de recursos públicos provenientes do fundo partidário e do fundo eleitoral, levantando questionamentos sobre a gestão financeira da legenda.

O cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao dirigente ocorre em um momento sensível para o cenário político nacional. Rui Costa Pimenta, que figura como candidato à Presidência da República, viu seu nome e o da sigla serem postos sob o escrutínio das autoridades federais após a análise de documentos contábeis e relatórios de inteligência financeira.

Indícios de irregularidades e movimentações financeiras

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, o inquérito teve origem na análise das prestações de contas enviadas à Justiça Eleitoral. Os investigadores apontam que há indícios de que verbas públicas, que deveriam ser aplicadas estritamente em atividades político-partidárias e campanhas, teriam sido desviadas para empresas e pessoas físicas sem capacidade operacional para prestar os serviços declarados.

A suspeita é de que esses pagamentos tenham sido realizados para entidades que possuem vínculos diretos ou indiretos com membros da própria estrutura do partido. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e de bens dos investigados, visando garantir o ressarcimento aos cofres públicos e impedir a continuidade de possíveis práticas ilícitas.

Crimes sob apuração e desdobramentos

As autoridades trabalham com a hipótese de que os fatos configuram crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. A investigação, que segue em curso, não descarta a identificação de outros delitos à medida que novas provas forem colhidas e analisadas pelos peritos da PF.

Relatos de bastidores indicam que o foco central da apuração recai sobre pagamentos realizados pelo partido a gráficas, um modelo de contratação que frequentemente entra no radar dos órgãos de controle durante períodos de prestação de contas. Até o momento, a assessoria do PCO e o próprio Rui Costa Pimenta não se manifestaram sobre o caso. O dirigente, vale lembrar, possui um histórico de candidaturas presidenciais, tendo concorrido ao cargo nos anos de 2002, 2010 e 2014.

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