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Pesquisa Datafolha aponta cenário polarizado: Lula lidera em metrópoles, empata com Flávio Bolsonaro no interior

Pesquisa Datafolha aponta cenário polarizado: Lula lidera em metrópoles, empata com Flávio Bolsonaro no interior
Pedro Ladeira e Danilo Verpa/Folhapress

Um novo levantamento do Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (24), oferece um panorama detalhado das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026, revelando uma polarização persistente no eleitorado brasileiro. A pesquisa aponta um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no interior do país, ambos com 38% das intenções de voto no primeiro turno. Contudo, o cenário se inverte nas regiões metropolitanas, onde o petista assume a liderança.

Nas capitais e demais municípios metropolitanos, Lula registra 42% das preferências, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. A margem de erro do estudo é de três pontos percentuais para mais ou para menos em cada um desses recortes regionais, o que consolida a vantagem do presidente nas grandes áreas urbanas, fora da zona de empate técnico. Os dados, coletados em um cenário estimulado com uma lista de candidatos, indicam a complexidade da disputa eleitoral que se desenha para os próximos anos.

Divisão Geográfica do Eleitorado: Interior e Metrópoles

A distinção entre o eleitorado do interior e das grandes cidades é um fator recorrente nas análises políticas brasileiras. Historicamente, essas regiões apresentam perfis socioeconômicos e culturais distintos, que se refletem nas urnas. O empate no interior, onde a capilaridade de ambos os candidatos parece ser mais equilibrada, sugere que a mensagem e a atuação de Lula e Flávio Bolsonaro encontram ressonância similar em comunidades mais afastadas dos grandes centros.

Já a liderança de Lula nas regiões metropolitanas pode ser atribuída a uma série de fatores, incluindo a maior concentração de eleitores com perfis que tradicionalmente apoiam o Partido dos Trabalhadores, como trabalhadores urbanos e setores da classe média. A dinâmica política e social dessas áreas, muitas vezes mais expostas a debates sobre políticas públicas e questões sociais, pode influenciar diretamente a percepção dos eleitores sobre os candidatos.

Cenário Nacional e Segundo Turno: Empate Técnico Persiste

No panorama geral do eleitorado, Lula registrou uma leve oscilação de 39% para 40% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro manteve seus 36%. A margem de erro nacional é de dois pontos percentuais, o que configura um empate técnico no limite. Essa proximidade nos números nacionais sublinha a intensa polarização que marca a política brasileira desde as últimas eleições.

Em uma simulação de segundo turno, a disputa permanece acirrada. Nas regiões metropolitanas, Lula aparece com 49% contra 43% de Flávio, mantendo a liderança no limite da margem de erro. No interior, o cenário é de virtual empate, com 46% para o presidente e 47% para o senador, indicando que a decisão final nessas áreas pode ser crucial para o resultado.

Outros nomes também foram testados na pesquisa. Augusto Cury (Avante) obteve 5%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, e Renan Santos (Missão) com 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) marcaram 1% cada. Brancos, nulos ou nenhum somam 5%, e os indecisos representam 2% do eleitorado.

Influência da Renda e Religião nas Preferências de Voto

A pesquisa Datafolha também detalha as intenções de voto por segmentos socioeconômicos e religiosos, revelando padrões que reforçam a compreensão do eleitorado. Lula mantém uma forte liderança entre os eleitores com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, alcançando 46% contra 32% de Flávio Bolsonaro. Essa faixa da população, historicamente mais sensível a programas sociais e políticas de distribuição de renda, tende a apoiar o petista.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro demonstra maior força entre os eleitores de maior poder aquisitivo. Na faixa de renda de mais de dois a cinco salários mínimos, o senador tem 40% das intenções, ante 34% do presidente. Entre aqueles com renda acima de cinco salários mínimos, Flávio marca 43%, contra 33% de Lula. Embora as margens de erro (quatro e seis pontos, respectivamente) configurem empate técnico nesses grupos, a tendência de preferência é clara.

A religião também se mostra um divisor de águas. Entre os católicos, Lula lidera com 45% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro tem 33%. Já entre os evangélicos, o senador do PL possui uma vantagem significativa, com 47% dos votos, contra 27% do petista. As margens de erro são de três e quatro pontos, respectivamente, evidenciando a influência da fé nas escolhas eleitorais.

Gênero e Faixa Etária: Detalhes do Apoio Eleitoral

A análise por gênero revela que Lula está à frente entre as mulheres, com 42% das intenções de voto, contra 33% de seu adversário. Entre os homens, o cenário é de empate técnico, com Flávio Bolsonaro marcando 39% e Lula 37%. A margem de erro para ambos os grupos é de três pontos percentuais.

Quanto à faixa etária, a pesquisa indica um equilíbrio entre os dois principais nomes. Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados nas cinco faixas etárias analisadas. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, o petista tem 36% e o senador 35%, com margem de erro de seis pontos. Para as faixas de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos, Lula marca 40% e 38%, respectivamente, contra 36% de Flávio em ambos os grupos. A margem de erro é de cinco pontos em cada um desses recortes.

Esses dados iniciais do Datafolha para 2026 fornecem um mapa complexo das preferências eleitorais, onde a polarização se manifesta em diferentes recortes demográficos e geográficos. Acompanhar a evolução desses números será fundamental para entender os rumos da política nacional. Para mais análises e atualizações sobre o cenário político brasileiro, continue acompanhando o M1 Metrópole, seu portal de informação relevante e contextualizada.

Para mais informações sobre pesquisas eleitorais e metodologia, consulte o site do Datafolha.

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