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Enterro do videomaker Paulo Soares, morto em queda de helicóptero com cantor Rick, ocorre quinta em SP

Enterro do videomaker Paulo Soares, morto em queda de helicóptero com cantor Rick, ocorre quinta em SP
Foto: Reprodução/Instagram

O corpo do videomaker Paulo Soares, de 24 anos, que faleceu tragicamente na queda de um helicóptero em Santa Catarina, será sepultado nesta quinta-feira (24) no Alphacampus Cemitério e Crematório de Jandira, na Grande São Paulo. A cerimônia de velório, que antecede o enterro, ainda não teve seu horário divulgado, mas a notícia de sua partida precoce já mobiliza familiares, amigos e a comunidade audiovisual.

Paulo Soares estava a bordo da aeronave que desapareceu na tarde de segunda-feira (21) e foi encontrada na terça-feira (22) na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici, na Serra catarinense. Além dele, o acidente vitimou o cantor Rick, da dupla com Renner, o empresário Bruno Avelar, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. A tragédia gerou grande comoção, especialmente pela juventude de Paulo e sua promissora carreira.

Trajetória e paixão pela imagem: o legado de Paulo Soares

Morador de Osasco, Paulo Soares dedicava-se intensamente ao universo audiovisual. Sua atuação abrangia diversas frentes, como diretor de fotografia, operador de câmera e editor de vídeo. Com um portfólio que incluía trabalhos em publicidade, documentários e conteúdo para marcas, ele se apresentava em seu perfil profissional como filmmaker, um termo que reflete a versatilidade de profissionais na produção audiovisual.

Sua formação em Tecnologia em Produção Audiovisual pela Uninove, concluída entre 2021 e 2023, solidificou sua base técnica. Antes, havia finalizado o ensino médio em 2019 na Escola Estadual Prof. Vicente Themudo Lessa, em Jandira. A jornada profissional de Paulo na área começou em 2022, como filmmaker autônomo no Instituto Destiny, onde permaneceu até abril de 2023. No mesmo ano, atuou na Assinco Cursos e, em 2024, contribuiu com produção de conteúdo para redes sociais nos institutos Tânia Zambon e Rogério Penna. Entre setembro de 2024 e janeiro de 2026, trabalhou na Tizan e, desde maio deste ano, era filmmaker e editor de vídeo na empresa Poder Do Network, de Bruno Avelar, também vítima do acidente.

Em suas próprias palavras, Paulo buscava uma abordagem visual influenciada pela estética documental urbana, com o objetivo de capturar “textura, atmosfera e verdade nas imagens”. Ele via sua transição para a Direção de Fotografia como um processo natural, impulsionado pelo crescente envolvimento com luz, enquadramento e narrativa visual. “Busco criar imagens que ampliem a atmosfera e a emoção das histórias, com uma abordagem que dialoga entre o documental e o cinematográfico”, descreveu, revelando a profundidade de sua visão artística.

Um detalhe que adiciona um tom melancólico à sua história é uma postagem feita por Paulo nas redes sociais pouco antes do acidente. Ele compartilhou um vídeo mostrando o voo, acompanhado da frase: “acho que nasci para isso”. Essa declaração, agora, ressoa como um testemunho de sua paixão pela vida e pela profissão que tanto amava.

O acidente que chocou Santa Catarina e o país

A aeronave, um Bell 430 fabricado em 2001, com capacidade para um piloto e sete passageiros, estava com a situação regular junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027. Ela decolou de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, com destino a São Joaquim, na Serra, em uma viagem de aproximadamente 190 quilômetros.

A região onde os destroços foram encontrados é caracterizada por um terreno desafiador, com áreas de montanha, planície e mata fechada, o que dificultou as operações de busca. A mobilização para localizar o helicóptero envolveu uma aeronave especializada, cerca de 40 bombeiros, dois cães farejadores, mais de 10 viaturas e drones com capacidade de identificação térmica. Todos os cinco corpos das vítimas foram resgatados e encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis.

Um fato relevante que emergiu após a tragédia é que um sócio do cantor Rick teria recusado o convite para o voo, o que ressalta a imprevisibilidade de tais eventos e a fina linha entre a vida e a morte. A investigação sobre as causas do acidente será conduzida pelos órgãos competentes, buscando esclarecer os fatores que levaram à queda da aeronave e evitar futuras ocorrências.

Conexão com a fé e a comunidade: a homenagem da Yah Church

Além de sua dedicação profissional, Paulo Soares mantinha uma forte ligação com a Yah Church, localizada na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. Ele era membro ativo da comunidade, servindo na REC – HouseMix. Durante o período de incerteza das buscas pelo helicóptero, a igreja publicou uma mensagem pedindo orações por Paulo e pelos demais ocupantes da aeronave, demonstrando o apoio e a preocupação de sua comunidade de fé.

Após a dolorosa confirmação da morte, o perfil da Yah Church prestou emocionantes homenagens ao jovem videomaker. A igreja o descreveu como “um homem comprometido com o serviço, demonstrando zelo, devoção e amor pelo Senhor em cada atitude e em toda relação que manteve com seus colegas”. A mensagem ressaltou ainda que Paulo “nunca mediu esforços para abençoar com todos os recursos de que dispunha a nossa igreja”, e expressou a certeza de que muitos foram tocados por Deus através de sua vida.

A perda de Paulo Soares é sentida não apenas por sua família e amigos próximos, mas por todos que acompanhavam seu trabalho e sua jornada. Sua paixão pela imagem, seu talento e seu espírito de serviço deixam um legado que será lembrado por aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo e de serem impactados por sua arte e sua fé.

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