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Oficina de audiodescrição promove autonomia para alunos do projeto Peis em Guarulhos

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A importância da audiodescrição na inclusão social

Na última quinta-feira (25), o Sesc Guarulhos foi palco de uma iniciativa voltada à ampliação do repertório cultural e da autonomia de pessoas com deficiência visual. Alunos vinculados ao projeto Práticas Educativas para Inclusão Social (Peis), uma iniciativa da Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão, participaram de uma oficina prática de audiodescrição, ferramenta essencial para a democratização do acesso às artes e ao cinema.

A audiodescrição funciona como um recurso de acessibilidade que traduz imagens em palavras, permitindo que o público cego ou com baixa visão compreenda elementos visuais, expressões faciais, cenários e movimentações em cena. Ao integrar essa prática ao cotidiano dos estudantes, o projeto busca não apenas o entretenimento, mas o fortalecimento da cidadania e da participação ativa desses indivíduos em espaços culturais.

Protagonismo e troca de experiências no workshop

O encontro foi conduzido por Edgar Jacques, ator e codiretor do longa-metragem Dentro da Cena. O diferencial da atividade residiu na condução por alguém que compartilha a mesma vivência dos alunos: o próprio facilitador é uma pessoa com deficiência visual. Essa escolha metodológica criou um ambiente de identificação e troca horizontal, fundamental para o engajamento dos participantes.

Durante a oficina, os alunos puderam explorar as nuances da narrativa visual sob a ótica de quem domina a técnica de transposição de linguagens. A presença de um profissional que atua diretamente no mercado audiovisual, como Jacques, reforça a importância da representatividade e da ocupação de espaços técnicos e artísticos por pessoas com deficiência.

O papel da Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão

O projeto Peis, mantido pela administração municipal, tem sido um pilar importante para a oferta de atividades que extrapolam o ambiente escolar tradicional. A parceria com o Sesc Guarulhos para a realização deste workshop demonstra a relevância de articular redes de apoio que conectem políticas públicas a equipamentos culturais de referência.

Para os alunos, o aprendizado sobre a audiodescrição abre portas para uma fruição mais profunda de conteúdos audiovisuais. A iniciativa reflete um movimento crescente de busca por acessibilidade plena, onde o espectador com deficiência deixa de ser um receptor passivo para compreender e até mesmo atuar na construção de narrativas acessíveis.

Impacto cultural e próximos passos

A realização de eventos dessa natureza em Guarulhos sinaliza um compromisso com a diversidade e a inclusão. A audiodescrição, embora seja um direito garantido por lei em diversos contextos, ainda enfrenta desafios de implementação em larga escala. Iniciativas como esta, realizadas em parceria com o Sesc, servem como modelo para que outros setores da sociedade civil e do poder público ampliem suas políticas de acessibilidade.

O M1 Metrópole segue acompanhando as iniciativas de inclusão e acessibilidade que transformam a realidade da nossa região. Continue conosco para se manter informado sobre as ações culturais e sociais que impactam a vida dos cidadãos e promovem uma sociedade mais equitativa.

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