Um encontro de gerações na música brasileira
A música popular brasileira prepara um momento de celebração com o anúncio de uma colaboração especial. A cantora e compositora Adriana Calcanhotto assina uma composição inédita, um samba-canção intitulado “A Falta que Não Me Faz”, criada exclusivamente para o próximo projeto fonográfico de Alaíde Costa. A veterana da MPB, que se aproxima dos 90 anos de idade, segue em plena atividade criativa e prepara o lançamento do novo álbum para o final deste ano.
A canção, que traz versos marcados pela superação e pelo desapego, como “A minha tristeza acabou de acabar”, foi prontamente aprovada por Alaíde. A parceria reforça o papel da artista como uma figura central que conecta diferentes gerações de compositores, mantendo sua voz como um pilar de sofisticação e sensibilidade na cena nacional.
O encerramento de uma trilogia fundamental
O novo disco, que ainda não teve seu título oficial revelado, carrega um peso simbólico importante: ele marca o encerramento de uma trilogia de álbuns produzida por um núcleo criativo de peso, formado por Marcus Preto, Pupillo e Emicida. Este projeto de fôlego teve início com o aclamado “O Que Meus Calos Dizem Sobre Mim”, lançado em 2022, e ganhou continuidade com “E o Tempo Agora Quer Voar”, de 2024.
A série de álbuns tem sido fundamental para revisitar e atualizar a trajetória de Alaíde Costa, unindo a tradição da bossa nova e do samba-canção a arranjos contemporâneos. O trabalho conta com o patrocínio do Natura Musical, iniciativa que tem sido crucial para viabilizar projetos de preservação e renovação da memória musical brasileira.
Processo criativo e bastidores das gravações
As sessões de gravação do novo trabalho estão concentradas em São Paulo, no estúdio Da Pá Virada. O ambiente mantém a mesma equipe técnica que conferiu identidade sonora aos discos anteriores da trilogia. Além de Pupillo, que assume a bateria, o time de músicos conta com a precisão de Fábio Sá no contrabaixo acústico e a sensibilidade de Leo Mendes no violão.
Para conferir uma nova textura às composições, os arranjos de metais e cordas ficaram a cargo de Antônio Neves. A escolha do repertório e a coesão do grupo de trabalho indicam que o álbum manterá o padrão de excelência que rendeu à cantora diversos prêmios e o reconhecimento de crítica e público nos últimos anos.
A trajetória de Alaíde Costa, que atravessa décadas de história cultural do Brasil, ganha assim mais um capítulo de renovação. O público pode aguardar um registro que, ao mesmo tempo em que olha para o legado da artista, dialoga com a estética musical do presente.
O M1 Metrópole segue acompanhando de perto os desdobramentos da cena cultural brasileira e os lançamentos que marcam a carreira de grandes ícones da nossa música. Continue conectado ao nosso portal para receber atualizações exclusivas, análises aprofundadas e o melhor da informação com credibilidade e compromisso com a qualidade.