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Monotrilho da Linha 17-Ouro amplia horário de operação em São Paulo

Reprodução/TV Globo
Reprodução G1

Expansão no atendimento ao passageiro

O Metrô de São Paulo anunciou uma mudança importante na rotina de quem utiliza o transporte sobre trilhos na Zona Sul da capital. A partir desta quarta-feira (1°), a Linha 17-Ouro do monotrilho passa a operar com duas horas adicionais de funcionamento, estendendo o atendimento das 9h às 16h. A medida acompanha a inauguração da estação Washington Luís, a oitava parada do ramal que entrou em operação assistida em março.

Apesar da ampliação, o sistema segue em regime de operação transitória. O cronograma oficial da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém a previsão de início da operação comercial plena — que compreende o horário das 4h40 à meia-noite — apenas para outubro. O prazo, que coincide com o período eleitoral, é visto como um marco para a consolidação da mobilidade na região.

Desafios da operação transitória e o formato em Y

Com a abertura da estação Washington Luís, a Linha 17-Ouro introduz uma complexidade logística inédita no sistema metroferroviário paulista: a operação com três destinos finais. Os passageiros agora contam com a estação Morumbi em uma ponta e, na outra, a possibilidade de seguir para Congonhas ou para a nova estação Washington Luís.

Para viabilizar esse fluxo enquanto a linha não opera em sua capacidade total, o Metrô adotou um sistema de baldeação. Passageiros com destino à nova estação precisam desembarcar na estação Brooklin e realizar a troca para um trem exclusivo. O mesmo procedimento é necessário no sentido inverso. Para mitigar confusões, a companhia reforçou a presença de funcionários nas plataformas e intensificou os avisos sonoros e visuais.

Expectativas e o futuro da concessão

Desde a inauguração em março, o monotrilho transportou cerca de 220 mil pessoas, com um intervalo médio entre trens que varia de 14 a 17 minutos. O Metrô projeta que, a partir de julho, a circulação seja reforçada com a entrada de um terceiro trem, o que deve melhorar a fluidez do serviço. A expectativa é que, após a conclusão total das obras e a estabilização do sistema, a linha atinja a marca de 100 mil passageiros por dia.

O destino final da operação é a transferência para a iniciativa privada. A gestão estadual planeja repassar a administração da linha para a ViaMobilidade em outubro, sob um contrato de concessão de 20 anos. Contudo, o governo não descarta antecipar o processo, embora especialistas e técnicos do próprio Metrô tenham sugerido cautela. A recomendação é evitar uma transição apressada, baseando-se no histórico de instabilidades enfrentado pela Linha 15-Prata, que sofreu com falhas técnicas e interrupções prolongadas em seus primeiros anos.

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Para mais detalhes sobre o sistema de transporte, consulte o portal oficial do Metrô de São Paulo.

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