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Falhas marcam início de nova fase operacional da Linha 17-Ouro em São Paulo

Falhas marcam início de nova fase operacional da Linha 17-Ouro em São Paulo
Foto: Divulgação/Metrô

A operação da Linha 17-Ouro do monotrilho, na Zona Sul de São Paulo, enfrenta instabilidades logo após a implementação de seu novo cronograma de funcionamento. Pelo segundo dia consecutivo, passageiros relataram problemas técnicos que impactaram a circulação das composições, gerando transtornos em um momento crucial de adaptação do sistema.

Problemas técnicos em sequência na Zona Sul

Na manhã desta quinta-feira (1°), uma falha operacional foi registrada na estação Brooklin, sentido Morumbi. De acordo com informações oficiais do Metrô, o incidente ocorreu entre 7h23 e 7h29, sendo motivado pelo esvaziamento de uma locomotiva. O episódio causou um aumento no intervalo entre os trens, que chegou a superar os 15 minutos, conforme relatos colhidos pela reportagem da TV Globo.

A situação é um desdobramento de uma ocorrência registrada na noite anterior, quarta-feira (30). Na ocasião, uma falha de tração na estação Chucri Zaidan, sentido Washington Luís, interrompeu a viagem por cerca de seis minutos. Naquela oportunidade, usuários do sistema relataram que a equipe de operação solicitou o esvaziamento de um dos vagões, citando um possível excesso de peso e problemas em uma das portas da composição.

Desafios da ampliação do horário de funcionamento

As falhas ocorrem justamente no período em que o Metrô colocou em prática a ampliação do horário de atendimento da linha, que passou a operar das 6h às 22h. Anteriormente, o serviço era restrito ao horário das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira. A nova configuração também abrange os sábados, visando aumentar a capilaridade do transporte na região.

Para sustentar essa mudança, o número de trens em operação foi dobrado, passando de três para seis unidades. Segundo a companhia, essa alteração técnica reduziu o intervalo médio entre as viagens de 18 para 9 minutos. A logística atual envolve cinco trens circulando entre Morumbi e o Aeroporto de Congonhas em formato de carrossel, enquanto uma sexta composição realiza o trajeto entre Brooklin Paulista e Washington Luís.

Complexidade operacional e monitoramento

O Metrô reconhece que a circulação simultânea de um maior número de composições eleva a complexidade da operação. A empresa informou que mantém equipes focadas no acompanhamento do desempenho dos sistemas, dos equipamentos de via e manobra, além da infraestrutura geral durante esta fase de transição. Em ambos os casos, a estatal afirmou que a circulação foi normalizada rapidamente e pediu desculpas aos passageiros pelos transtornos.

Atualmente, a Linha 17-Ouro segue em regime de operação transitória, o que significa que o serviço ainda não conta com a cobrança de tarifa. O acompanhamento constante desses ajustes é fundamental para garantir a segurança e a confiabilidade do sistema antes da plena integração à malha metroviária da capital. O M1 Metrópole segue monitorando os desdobramentos da operação e a estabilidade do serviço para manter você sempre bem informado sobre a mobilidade urbana em São Paulo.

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