As atividades ligadas ao setor de minerais críticos e estratégicos no Brasil alcançaram a marca de 129.423 postos de trabalho. O volume representa mais da metade de toda a mão de obra formal empregada na indústria extrativa mineral do país, evidenciando a relevância econômica e social do segmento em âmbito nacional.
Quando confrontado com o mercado de trabalho observado no período anterior, o setor apresentou avanço expressivo de 8,6%. Os dados detalhados foram consolidados e disponibilizados publicamente por meio do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado pela Agência Nacional de Mineração.
Panorama estadual e substâncias
A distribuição geográfica dos postos de trabalho demonstra forte concentração em estados com forte tradição mineradora. Minas Gerais lidera o ranking nacional com 62.631 vagas, seguido de perto pelo Pará, que registra 27.047 trabalhadores, e pela Bahia, com 9.147 postos formais.
Além do volume de contratações, a plataforma permite monitorar indicadores de remuneração, o perfil socioeconômico da força de trabalho e o panorama de 21 substâncias essenciais. Entre os insumos monitorados encontram-se o ferro, alumínio, ouro, cobre, nióbio, titânio, lítio e terras-raras, fundamentais para a cadeia tecnológica global.
Perfil demográfico e escolaridade
A análise da composição demográfica indica que os homens ocupam a maior parcela das vagas, totalizando 100.765 postos, o que equivale a 78% do total. As mulheres representam 22% da força de trabalho no setor, preenchendo 28.658 vagas formais em diferentes níveis de atuação profissional.
Em termos de qualificação, o segmento conta com 51.714 trabalhadores classificados em funções que exigem mão de obra qualificada. Os profissionais com formação de nível superior somam 30.707 pessoas, sendo distribuídos entre 19.060 homens e 11.647 mulheres.
Remuneração média e destaques municipais
As faixas salariais da indústria extrativa variam conforme a escolaridade exigida para cada função. Em 2025, a remuneração média registrada foi de R$ 3.218 para o ensino fundamental, R$ 4.142 para o ensino médio e R$ 11.856 para os profissionais com diploma de nível superior.
No recorte municipal, as cidades que se destacam pelo maior contingente de trabalhadores na área são Parauapebas, no Pará, com 8.234 empregos; Nova Lima, em Minas Gerais, com 8.218 postos; e Congonhas, também em território mineiro, somando 7.114 trabalhadores ativos.
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