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Michelle Bolsonaro evita Flávio e critica aliança com Ciro Gomes em evento do PL

16.abr.26/Divulgação
16.abr.26/Divulgação

Tensões internas e alianças estratégicas no PL

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro protagonizou um discurso de forte teor político na noite desta terça-feira (19), durante o lançamento da pré-candidatura de sua aliada Maria Amélia ao cargo de deputada pelo Distrito Federal. Em uma fala que durou mais de 20 minutos, Michelle reforçou sua posição como liderança do PL Mulher, mas evitou mencionar o enteado Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República. O silêncio sobre o senador ocorre em meio ao desgaste político causado pelo chamado caso Master, que tem afetado a imagem do parlamentar.

O foco do discurso de Michelle recaiu sobre a estratégia eleitoral do partido para o pleito de outubro. Ao abordar o cenário no Ceará, a ex-primeira-dama foi enfática ao rejeitar qualquer aproximação com Ciro Gomes, que integra o PSDB. “Se tiver que perder, vamos perder com dignidade, mas a gente não vai fazer aliança com o mal”, declarou, sob aplausos. A fala reforça o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo-CE), que também esteve presente no evento e é a aposta do grupo para o governo cearense.

O papel de Michelle na articulação do PL Mulher

Além das críticas aos adversários, Michelle aproveitou o palco para consolidar o apoio a nomes femininos que pretende eleger. Entre as citadas, destacam-se Bia Kicis (PL-DF), Caroline de Toni (PL-SC) e Priscila Costa (PL-CE). A ex-primeira-dama reiterou que seu trabalho de percorrer o país à frente do PL Mulher tem como objetivo principal o incentivo à participação feminina na política, e não uma busca pessoal por cargos eletivos.

Sobre as especulações acerca de uma possível candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle manteve a cautela. “Vocês nunca ouviram eu falar que queria ser presidente ou senadora, nunca. Esse é o desejo do coração do meu marido”, afirmou. Segundo ela, qualquer passo em sua trajetória política depende de um processo de oração e discernimento, distanciando-se de projetos de poder puramente pessoais.

Divergências regionais e o futuro do partido

A postura de Michelle no evento também evidenciou divisões internas no PL do Distrito Federal. Embora tenha cumprimentado diversas autoridades presentes, a ex-primeira-dama ignorou o senador Izalci Lucas (PL-DF), que estava posicionado próximo a ela no palco. Izalci busca viabilizar sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal, mas enfrenta a resistência de Michelle, que trabalha nos bastidores para que o PL apoie a reeleição da atual governadora Celina Leão (PP), sua aliada próxima.

O evento serviu como um termômetro da influência de Michelle dentro da legenda e de sua capacidade de ditar os rumos das alianças regionais. Ao exaltar as gestões passadas de Jair Bolsonaro e tecer críticas ao PT, ela reafirmou seu papel como um dos principais cabos eleitorais do campo conservador para as eleições de 2026. Para acompanhar os desdobramentos dessa disputa e as movimentações dos bastidores da política nacional, continue lendo o M1 Metrópole, seu portal de referência para notícias com credibilidade e análise aprofundada.

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