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A trajetória de um metroviário que preserva a história das Copas do Mundo

tados, obtidas após anos de pesquisa. Já os álbuns de 1990 em diante são origina
Reprodução G1

A paixão pelo futebol traduzida em colecionismo

O início de uma nova edição da Copa do Mundo sempre desperta um fenômeno cultural singular no Brasil: a febre das figurinhas. Entre trocas em praças e a busca incessante pelos cromos raros, o hábito de colecionar transcende a infância e se torna um registro histórico. No Metrô de São Paulo, essa tradição ganha contornos de dedicação profissional e pessoal através de Wilson Moura, metroviário desde 1992, que transformou sua paixão pelo esporte em um acervo completo de álbuns de todas as edições do mundial.

A coleção de Moura não é apenas um passatempo, mas um verdadeiro arquivo documental que remonta à primeira Copa do Mundo, realizada em 1930. O acervo, que soma cerca de 10 mil figurinhas, é dividido entre exemplares originais, montados pelo próprio colecionador a partir de 1990, e reproduções minuciosas de álbuns importados que cobrem o período de 1930 a 1986. O trabalho de pesquisa para reunir esses itens exigiu anos de dedicação, consolidando um panorama visual da evolução do futebol global.

Memórias de 1982 e a influência do esporte

O ponto de partida para essa jornada ocorreu durante a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Naquela época, o acesso às figurinhas era diferente do modelo atual, muitas vezes atrelado a produtos de consumo cotidiano. “As figurinhas vinham dentro das embalagens do chiclete Ping Pong”, recorda Moura. Aquele time brasileiro, comandado por craques como Zico, Sócrates, Falcão e Cerezo, deixou uma marca profunda no imaginário do colecionador, que tentava replicar nos campos de terra a técnica dos ídolos.

O interesse pelo colecionismo, no entanto, começou ainda mais cedo. Antes mesmo de se tornar um entusiasta das Copas, Moura já exercitava o hábito com álbuns icônicos da cultura brasileira, como os da Turma da Mônica, da Disney e o famoso álbum “Paulistinha”. Este último, uma iniciativa do governo do Estado de São Paulo no final da década de 1970, incentivava a cidadania ao trocar notas fiscais por cromos, uma prática que moldou a disciplina de colecionador que ele mantém até hoje.

O desafio da Copa de 2026 e o legado

Para a edição de 2026, o metroviário elevou o nível do seu hobby. Além de organizar três álbuns simultâneos — o seu próprio e os de seus dois filhos —, ele expandiu o escopo da coleção para incluir camisas de todas as 48 seleções participantes. Essa expansão reflete não apenas o amor pelo futebol, mas a vontade de transmitir esse legado familiar e cultural para as próximas gerações.

O acervo de Wilson Moura é um exemplo de como objetos simples podem se tornar guardiões da memória coletiva. Ao preservar cada cromo e cada uniforme, ele ajuda a manter viva a narrativa de um esporte que, a cada quatro anos, paralisa o país e une diferentes gerações em torno de um único objetivo: a busca pela figurinha que falta. Para acompanhar mais histórias sobre cultura, comportamento e o cotidiano brasileiro, continue acompanhando o M1 Metrópole, seu portal de referência em informação relevante e atualizada.

Para saber mais sobre a história das Copas, consulte o portal oficial da FIFA.

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