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Fim de uma era no Metrô de São Paulo com o adeus ao bilhete magnético após 50 anos

Fim de uma era no Metrô de São Paulo com o adeus ao bilhete magnético após 50 anos
Foto: Divulgação/Metrô SP

O tradicional bilhete magnético do tipo Edmonson, utilizado para o acesso às estações do Metrô de São Paulo desde o início da operação comercial do sistema em 1974, encerra sua circulação nas catracas. A medida marca o fim de uma era tecnológica que acompanhou gerações de passageiros na capital paulista, abrindo espaço definitivo para os meios digitais e eletrônicos de pagamento nas linhas subterrâneas e de superfície.

Fim da circulação nas catracas e prazo para troca

A utilização dos bilhetes magnéticos ficou restrita até este sábado nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Com a descontinuidade nas catracas a partir deste domingo, a gestão metroviária estima que cerca de 1 milhão de bilhetes ainda permaneçam em posse da população. Para evitar prejuízos aos usuários, foi estabelecido um período de troca que segue até 31 de janeiro de 2027.

Os passageiros que ainda guardam os bilhetes poderão realizar a substituição por QR Codes nas estações Paraíso e Tatuapé. O atendimento ocorre das 6h às 22h, desde que os cartões de papel-cartão estejam válidos e em boas condições de conservação. Quem possuir até 10 unidades consegue efetuar a troca de forma imediata, enquanto montantes superiores passam por análise prévia e exigem cadastro com documento de identidade e dados de contato.

Transição para novas tecnologias e meios digitais

A modernização do sistema de bilhetagem substitui o modelo clássico por alternativas mais ágeis e integradas. Os passageiros agora contam com o Bilhete Único, o cartão TOP e os bilhetes unitários com QR Code, disponíveis tanto em formato impresso quanto digital nos aplicativos oficiais e totens de autoatendimento espalhados pela rede.

  • Pagamento direto na catraca por aproximação
  • Uso de cartões de crédito e débito físicos ou virtuais
  • Aceitação das principais bandeiras do mercado financeiro
  • Redução de filas nas bilheterias tradicionais

Essa evolução acompanha uma tendência global de digitalização dos transportes públicos, facilitando a rotina de quem transita diariamente pela metrópole e reduzindo o tempo de embarque nas plataformas mais movimentadas.

Logística compleja e histórico do modelo

A decisão de aposentar o bilhete magnético também responde a desafios operacionais e logísticos enfrentados pela companhia. A fabricação especializada, o transporte seguro, o armazenamento em grande escala e a manutenção constante dos equipamentos de leitura exigiam uma estrutura complexa que se tornou inviável diante das novas tecnologias de pagamento sem contato.

Historicamente, o formato tem suas origens em 1839, quando Thomas Edmondson criou um sistema padronizado de passagens ferroviárias na Inglaterra. O modelo chegou ao Brasil mais de um século depois, consolidando-se como um verdadeiro patrimônio da memória afetiva dos paulistanos, ao lado de antigos símbolos urbanos como fichas telefônicas e orelhões.

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