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Mercado de saude premium aposta em check-up mental e tecnologia

Mercado de saude premium aposta em check-up mental e tecnologia
izados em exames que integram o check-up de saúde mental para executivos do Einstein Hospital Israelita - Rafaela Araújo/Folhapress

O mercado de saúde premium tem diversificado produtos, indo muito além do check-up anual tradicional. Hospitais, laboratórios e clínicas de alto padrão em São Paulo e no interior paulista passaram a oferecer acompanhamento contínuo, com forte atenção à saúde mental, ao sono e à alimentação, além de exames preditivos e integração de dados obtidos por meio de relógios e anéis inteligentes.

Segundo estudos da consultoria Bain & Company, o mercado da saúde de luxo no Brasil passou de R$ 13 bilhões em 2022 para R$ 15 bilhões em 2025, o que representa um crescimento acumulado de 15,4% e uma média anual de cerca de 5%. Para especialistas, mais do que buscar tratamentos exclusivos, o público de alta renda procura atendimento personalizado, longevidade, performance física e equilíbrio emocional em uma jornada contínua.

Estratégia e fidelização diante da tecnologia

Para o consultor de inovação em saúde Guilherme Hummel Sydow, do EMI-eHealth Mentor Institute, a oferta de serviços personalizados é uma tentativa do setor de manter a fidelização da clientela diante do avanço da inteligência artificial. Segundo ele, a inteligência artificial vem barateando exames, procedimentos e monitoramentos por meio de dispositivos vestíveis, permitindo que os serviços ofereçam isso como diferencial.

Sydow aponta que o monitoramento após a alta hospitalar deve crescer significativamente nos próximos anos. Hoje, ninguém quer saber como o paciente está após deixar o hospital, uma realidade que tende a mudar com as novas ferramentas de acompanhamento remoto e valorização da experiência do cliente.

Inovação em saúde mental e exames preditivos

O Einstein Hospital Israelita lançou recentemente um check-up voltado à saúde mental para executivos. O procedimento dura cerca de cinco horas e inclui consulta com psiquiatra, testes cognitivos com óculos de realidade virtual, avaliação de personalidade com neuropsicóloga e biofeedback para medir a resposta do corpo à tensão. O custo para pessoa física é de R$ 6.800.

De acordo com o psiquiatra Luiz Zoldan, o objetivo é dar à mente a mesma atenção dedicada ao corpo e reduzir o estigma corporativo. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a avaliação da cognição reúne equipe multidisciplinar e quatro consultas com foco em tentar adiar a perda cognitiva. O serviço custa cerca de R$ 4.000 e funciona como uma experiência diferenciada com o público formador de opinião, segundo o CEO do hospital, José Marcelo de Oliveira.

Longevidade e expansão para o interior paulista

O Grupo Fleury investiu R$ 35 milhões no Lifecare, centro de longevidade inaugurado em maio voltado para adultos a partir de 35 anos. A consulta inicial custa R$ 1.500 e o resultado é um mapa de saúde acompanhado por aplicativo, incluindo relógio epigenético e o exame de sangue Galleri, que busca sinais de mais de 50 tipos de câncer. A transição para a menopausa e os distúrbios de sono estão entre as queixas mais comuns dos pacientes.

A expansão imobiliária para o interior paulista levou clínicas como a Le Health, inaugurada no complexo da Fazenda Boa Vista e do Boa Vista Village, a apostar no monitoramento remoto por wearables. Para a médica Christiane Kojima, a proposta é integrar o cuidado médico para combater a fragmentação em especialidades isoladas e oferecer suporte contínuo aos pacientes no dia a dia.

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