Uma nova pesquisa eleitoral realizada pela Genial/Quaest e divulgada nesta quarta-feira (5) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento, que oferece um panorama inicial do cenário político, mostra Lula com 39% contra 30% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e uma vantagem de 44% a 39% em um eventual segundo turno.
Os resultados indicam uma estabilidade considerável em relação à pesquisa anterior, de julho, mantendo a margem de erro. Este é o primeiro estudo aferido após a oficialização das candidaturas à Presidência nas convenções partidárias, o que confere um peso adicional aos dados, refletindo as primeiras reações do eleitorado após a definição dos nomes na disputa.
Análise dos números no primeiro turno
No cenário estimulado para o primeiro turno, a liderança de Lula com 39% das intenções de voto é seguida por Flávio Bolsonaro, que registra 30%. A presença de outros candidatos, embora com percentuais menores, fragmenta o eleitorado e pode influenciar a dinâmica da disputa.
Entre os demais nomes testados, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada. Romeu Zema (Novo) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) pontuam 1% cada. Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto. A parcela de eleitores ainda indecisos é de 10%, e 8% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas.
Essa distribuição de votos no primeiro turno sublinha a polarização que tem caracterizado a política brasileira nos últimos anos, com os dois principais blocos – representados por Lula e Flávio Bolsonaro – concentrando a maior parte das intenções. A dificuldade de outros nomes em decolar, mesmo após a oficialização das candidaturas, reforça a tendência de uma disputa centrada nessas duas forças.
Cenários de segundo turno e rejeição
A pesquisa Genial/Quaest também simulou diversos cenários para o segundo turno, e em todos eles, Lula mantém a liderança. No confronto direto com Flávio Bolsonaro, o petista alcança 44% contra 39% do senador. Contra Caiado, Lula venceria por 45% a 37%; contra Zema, por 46% a 34%; e contra Renan, por 45% a 35%.
Um dado relevante é a diminuição da diferença nos índices de rejeição entre os dois principais adversários. A rejeição a Lula passou de 50% para 52%, enquanto a de Flávio Bolsonaro caiu de 57% para 54%. Essa aproximação, de 7 para 2 pontos percentuais, sugere que o eleitorado de ambos os lados está mais consolidado, e a capacidade de atrair votos de eleitores que rejeitam o outro candidato pode ser um fator decisivo.
No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, considerado o mais provável, 4% dos eleitores se declaram indecisos, e 13% optariam por votar em branco, anular ou não votar. A estabilidade da vantagem de Lula no segundo turno, mesmo com a leve oscilação na rejeição, indica uma base de apoio robusta, mas também um desafio para o presidente em ampliar seu eleitorado, conforme relatado pela Folha de S.Paulo, fonte desta apuração: Folha de S.Paulo.
Avaliação do governo Lula e desafios da terceira via
A avaliação do trabalho do governo Lula se mantém equilibrada, com 36% dos eleitores considerando-o positivo e outros 36% como negativo. A gestão é classificada como regular por 26% dos entrevistados. A aprovação pessoal do presidente está em 48%, com desaprovação em 47%, mantendo a diferença em apenas um ponto percentual, o mesmo registrado no levantamento de julho.
Para os candidatos da chamada “terceira via” ou da direita não bolsonarista, o principal desafio ainda é o alto índice de desconhecimento. Ronaldo Caiado é desconhecido por 44% dos eleitores, Romeu Zema por 49% e Renan Santos por 65%. Essa falta de reconhecimento dificulta a construção de uma alternativa forte à polarização existente, exigindo um esforço significativo para se tornarem viáveis na corrida presidencial.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores presencialmente em seus domicílios, com 16 anos ou mais, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
Os dados revelados por este levantamento oferecem um termômetro importante para a política nacional, indicando as tendências iniciais para as eleições de 2026 e os desafios que cada candidato e grupo político terá pela frente. O M1 Metrópole continuará acompanhando de perto os desdobramentos e as próximas pesquisas, trazendo sempre a informação mais relevante e contextualizada para você.