O cenário eleitoral para 2026 sofreu uma alteração significativa após a repercussão do caso conhecido como “Dark Horse”. De acordo com a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, realizada entre os dias 20 e 21 de maio, o presidente Lula (PT) viu sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saltar de 3 para 9 pontos percentuais na corrida pelo primeiro turno. O petista agora registra 40% das intenções de voto, enquanto o parlamentar aparece com 31%.
Impacto do caso Dark Horse na corrida eleitoral
A oscilação ocorre em um momento de alta exposição negativa para a campanha do senador. O levantamento indica que 64% dos 2.004 entrevistados, distribuídos por 139 cidades brasileiras, afirmaram ter conhecimento sobre o episódio em que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O montante seria destinado ao financiamento de uma produção cinematográfica sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os eleitores que tomaram conhecimento do caso, a percepção é majoritariamente crítica: 64% dos entrevistados avaliam que o senador agiu de forma inadequada. Este desgaste político reflete diretamente na mudança do cenário de segundo turno, onde o empate técnico registrado na semana anterior — 45% para ambos — foi substituído por uma dianteira do atual presidente, que agora alcança 47% contra 43% do candidato do PL.
Cenário de primeiro turno e desempenho dos demais candidatos
Embora a disputa central se concentre na polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, outros nomes buscam espaço na corrida presidencial. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) aparecem com 4% e 3%, respectivamente, empatados tecnicamente com Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP), que também somam 3% cada.
O quadro eleitoral ainda apresenta instabilidades partidárias. O partido DC, por exemplo, sinalizou a possibilidade de substituir a candidatura de Aldo Rebelo pela indicação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Este movimento, contudo, ocorreu após o registro da pesquisa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o código BR-07489/2026, o que mantém o cenário em constante mutação.
Michelle Bolsonaro e as alternativas do PL
Diante da crise enfrentada pela candidatura de Flávio Bolsonaro, o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem sido ventilado como uma alternativa de peso para o campo conservador. No entanto, os números atuais sugerem desafios. Em um eventual segundo turno contra Lula, ela alcançaria 43%, enquanto o petista chegaria a 48%.
No primeiro turno, o desempenho de Michelle é ainda mais distante do patamar do senador, marcando 22% das intenções de voto contra 41% de Lula. Apesar das especulações, a estratégia oficial do ex-presidente e do PL permanece focada em lançar a ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal, mantendo a candidatura de Flávio como a aposta principal para o Executivo nacional.
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