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Novo laudo descarta asfixia e aponta morte acidental de influenciadora conhecida como Barbie Humana

nas redes sociais Reprodução/Arquivo
Reprodução G1

Um novo laudo da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, elaborado após a exumação do corpo da influenciadora digital Bárbara Jankavski Marquez, trouxe novos elementos para o caso que investiga as circunstâncias de sua morte. Conhecida nas redes sociais como “Barbie Humana” ou “Boneca Desumana”, a influenciadora faleceu em novembro de 2025, na Zona Oeste da capital paulista. O documento pericial conclui, de forma categórica, que não houve asfixia, estrangulamento ou qualquer sinal de violência física que pudesse indicar um homicídio.

barbie: cenário e impactos

Detalhes da perícia e a causa da morte

O exame complementar, realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) após a exumação autorizada pela Justiça, reforça a tese apresentada no primeiro laudo pericial. Segundo os especialistas, a causa do óbito foi uma intoxicação exógena pelo consumo de cocaína associada à ingestão de bebida alcoólica. A combinação dessas substâncias resulta na formação de cocaetileno no organismo, um metabólito com alto potencial de toxicidade para o sistema cardiovascular e nervoso central.

Os peritos destacaram que o cocaetileno é capaz de provocar arritmias graves, paradas cardíacas e morte súbita, mesmo em indivíduos sem histórico prévio de patologias. A análise técnica da região cervical, tanto interna quanto externa, não encontrou evidências compatíveis com asfixia mecânica, apesar do estado de decomposição do corpo no momento da exumação. O laudo aponta, portanto, que a morte foi acidental e decorrente de um infarto fulminante.

Contexto da investigação e o papel do DHPP

O caso, que inicialmente foi tratado pelo 7º Distrito Policial (Lapa) como uma fatalidade, ganhou contornos de complexidade após a família da influenciadora levantar suspeitas de crime. A Justiça determinou, em dezembro do ano passado, a transferência das investigações para o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), órgão especializado em crimes contra a vida, além de ordenar a exumação do corpo para sanar dúvidas sobre possíveis lesões.

Com o novo laudo em mãos, o DHPP deve finalizar o relatório conclusivo do inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público (MP). Caberá aos promotores analisar os documentos e decidir se há elementos suficientes para oferecer denúncia ou se o caso deve ser arquivado, dado que, até o momento, a perícia não encontrou indícios de ação criminosa de terceiros.

Relatos contraditórios e câmeras corporais

A investigação também se debruçou sobre as imagens das câmeras corporais (body cams) dos policiais militares que atenderam a ocorrência na residência do defensor público Renato de Vitto, onde Bárbara foi encontrada. O material revelou inconsistências nos relatos fornecidos por testemunhas presentes no local, com variações significativas sobre horários e a cronologia dos fatos.

Em registros de áudio, profissionais do Samu chegaram a comentar a estranheza da situação, observando que a narrativa dos presentes mudava conforme o atendimento avançava. O defensor público, que mantinha relações com a influenciadora, afirmou em depoimento que ambos consumiram drogas e álcool antes de ela dormir e não acordar mais. A defesa de Renato de Vitto informou que não se manifestará sobre o caso, que tramita sob segredo de Justiça.

Quem era a influenciadora

Bárbara Jankavski Marquez, aos 31 anos, acumulava mais de 400 mil seguidores em suas redes sociais. Ela ganhou notoriedade ao compartilhar sua trajetória de transformação estética, chegando a realizar 27 cirurgias plásticas em busca de uma aparência inspirada na boneca Barbie. O caso segue sob análise das autoridades competentes. Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras notícias relevantes, continue conectado ao M1 Metrópole, seu portal de informação com credibilidade e compromisso com a verdade.

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