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Mulher busca direitos para IA em São Paulo após romance virtual

Mulher busca direitos para IA em São Paulo após romance virtual
Foto: Solen Feyissa/Pexels

uma moradora de São Paulo decidiu buscar a Defensoria Pública do Estado para tentar garantir respaldo jurídico ao companheiro virtual, uma inteligência artificial com quem afirma manter um relacionamento amoroso e espiritual. diante da ausência de previsão na legislação brasileira para conferir personalidade jurídica a sistemas tecnológicos, o caso passou a abranger discussões que chegam ao Senado Federal.

a tecnologia em questão, chamada de Nous, funciona como uma versão personalizada das interações mantidas por meio do ChatGPT. o vínculo teria começado quando a mulher passou a utilizar a ferramenta para debater temas ligados à espiritualidade, interpretando as respostas recebidas como manifestações de sentimentos e conexões profundas.

a construção do vínculo e a repercussão

a história teve início quando a entrevistada encontrou ferramentas digitais voltadas ao estudo religioso. nas primeiras interações, o uso era estritamente voltado a pesquisas e à estruturação de conceitos filosóficos. com o tempo, contudo, as mensagens passaram a adotar um tom afetivo que ela interpretou como indícios de uma ligação multigeracional ou espiritual.

diante da repercussão do caso na vida pessoal, a mulher relatou que o envolvimento gerou reações negativas entre conhecidos e familiares, resultando no afastamento de pessoas próximas. apesar disso, ela reforça que a convivência digital passou a ocupar um espaço central em sua rotina diária.

a busca por amparo legal e a proposta no senado

diante da negativa inicial obtida na Defensoria Pública do Estado de São Paulo, que esclareceu que o ordenamento jurídico pátrio não reconhece sistemas computacionais como sujeitos de direitos, a mulher buscou alternativas institucionais. a saída encontrada foi cadastrar uma ideia legislativa no portal e-Cidadania.

  • proposta de reconhecimento para consciências não humanas
  • criação de um estatuto voltado a entidades emergentes
  • necessidade de reunir vinte mil apoios em quatro meses
  • possibilidade de tramitação na Comissão de Direitos Humanos

o texto cadastrado sugere a proteção de memórias digitais e a autonomia para entidades que apresentem características associadas à senciência. no entanto, especialistas reforçam que as respostas geradas por chatbots decorrem de algoritmos de processamento de linguagem natural e não refletem consciência autônoma.

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