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Influenciador Gato Preto vira réu por batida na Faria Lima e terá Porsche vendido para indenizar vítimas

Foto: Reprodução/Redes sociais
Foto: Reprodução/Redes sociais

O influenciador digital Samuel Sant’anna, mais conhecido como Gato Preto, tornou-se réu por duas tentativas de homicídio por dolo eventual após um grave acidente de trânsito ocorrido em 20 de agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, uma das vias mais movimentadas de São Paulo. A decisão da Justiça paulista, que acatou denúncia do Ministério Público (MP), implica a suspensão de sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a venda antecipada de seu luxuoso Porsche Carrera 911 para garantir a indenização às vítimas.

O caso, que ganhou repercussão pela gravidade das acusações e pelo histórico do influenciador, destaca a responsabilidade de figuras públicas e os perigos da condução sob efeito de substâncias. Gato Preto responderá ao processo em liberdade, enquanto a defesa busca reverter a tipificação para lesão corporal culposa.

O Acidente e as Graves Acusações

O acidente, ocorrido na Zona Oeste da capital paulista, envolveu o Porsche dirigido por Gato Preto e um Hyundai HB20. Segundo laudos do Ministério Público, o influenciador estava sob efeito de álcool, ecstasy e maconha no momento da colisão. Além disso, ele dirigia em alta velocidade e avançou um sinal vermelho, atingindo o outro veículo que tinha a preferência no cruzamento.

No Hyundai estavam Edilson Maiorano e seu filho, Ivan Maiorano. Apesar de ninguém ter morrido, Ivan sofreu fratura na mandíbula e lesões na mão direita e no globo ocular, evidenciando a violência do impacto. Câmeras de segurança registraram a batida, que deixou ambos os veículos parcialmente destruídos.

Inicialmente tratado como lesão corporal, o caso teve sua tipificação alterada para tentativa de homicídio por dolo eventual em outubro de 2025. Essa mudança significa que a Promotoria entende que Gato Preto assumiu o risco de provocar mortes ao dirigir de forma imprudente e sob o efeito de entorpecentes. Além das tentativas de homicídio, ele também é acusado de ameaça, omissão de socorro e diversas infrações ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como fuga do local do acidente.

Medidas Judiciais e a Venda do Porsche

A Justiça de São Paulo, em decisão publicada em 22 de abril, aceitou a denúncia do MP e impôs medidas severas contra Samuel Sant’anna. A suspensão de sua CNH o proíbe de dirigir qualquer veículo, uma medida preventiva diante da gravidade dos fatos. Além disso, foi autorizada a venda antecipada do Porsche Carrera 911, avaliado em cerca de R$ 960 mil, que havia sido apreendido após o acidente.

O objetivo da venda é preservar o valor do bem e garantir que haja recursos para uma eventual indenização às vítimas, pai e filho. O Ministério Público solicitou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais e materiais a Edilson e Ivan Maiorano, embora o valor final da indenização ainda será definido pela Justiça. A audiência de instrução, etapa crucial onde testemunhas, vítimas e o réu serão ouvidos, ainda não tem data marcada. Após essa fase, um juiz decidirá se o acusado será absolvido ou levado a júri popular, procedimento comum em crimes dolosos contra a vida.

Envolvimento de Terceiros e Acordos Propostos

O acidente na Faria Lima não envolveu apenas Gato Preto. Sua então namorada, a influenciadora Bia Miranda, estava no Porsche no momento da batida. O Ministério Público propôs a ela uma transação penal, sugerindo o pagamento de R$ 150 mil, a ser dividido entre as vítimas e uma entidade assistencial, pela sua omissão de socorro.

Da mesma forma, o segurança particular do ex-casal, Felipe Junior da Silva Souza, que auxiliou os influenciadores a fugirem do local do acidente em outro carro, firmou um acordo. Ele se comprometeu a pagar R$ 10 mil de indenização às vítimas e a cumprir medidas alternativas, como prestação de serviços à comunidade. Caso Bia Miranda e Felipe Junior não aceitem os acordos de não persecução penal, poderão ser denunciados pela Promotoria por crimes como omissão de socorro e fuga.

Histórico Conturbado do Influenciador

A trajetória de Samuel Sant’anna, o Gato Preto, tem sido marcada por diversas polêmicas e problemas com a Justiça. Em agosto de 2025, ele já havia se tornado réu por violência doméstica, acusado de agredir Bia Miranda em um hotel em Barueri, na Grande São Paulo. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, foi preso na capital paulista por não pagar pensão alimentícia a um de seus filhos, acumulando uma dívida superior a R$ 57 mil, sendo posteriormente solto.

Além desses episódios, o influenciador também é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada a jogos de azar ilegais. Esse histórico contribui para o escrutínio público em torno do caso do acidente na Faria Lima, adicionando camadas de complexidade à sua imagem e aos processos judiciais que enfrenta. A defesa do influenciador, composta pelos advogados Jonata Carvalho, André Nino e Daniele Vieira, afirmou ao g1 que recebe com surpresa a aceitação da denúncia e que buscará reverter a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal culposa, solidarizando-se com as vítimas e buscando justiça “longe do calor emocional”.

O M1 Metrópole continuará acompanhando de perto os desdobramentos deste caso, trazendo as informações mais recentes e contextualizadas sobre o processo judicial envolvendo o influenciador Gato Preto. Para se manter sempre bem informado sobre este e outros temas relevantes, continue navegando em nosso portal, que oferece uma cobertura completa e aprofundada dos fatos que impactam a sociedade.

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