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Flávio Bolsonaro enfrenta risco de desconto salarial e cassação após viagem aos estados unidos

Flávio Bolsonaro enfrenta risco de desconto salarial e cassação após viagem aos estados unidos
Ricardo Arduengo - 28.out.26/AFP

A viagem de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, ocorrida a poucas semanas do término de seu mandato e marcada pela publicação de uma carta com teor golpista, colocou o parlamentar no centro de discussões regimentais no Senado Federal. A ausência nas atividades legislativas abriu margem para contestações jurídicas e políticas sobre o uso de recursos públicos e o cumprimento das obrigações institucionais inerentes ao cargo que ocupa.

Deputados federais do PSOL protocolaram um pedido formal de cassação junto à presidência do Senado, alegando abandono de função e quebra de decoro. Enquanto os trâmites avançam no campo político, o regimento interno da Casa prevê consequências financeiras diretas para parlamentares que se ausentam das votações e sessões ordinárias.

Regras de frequência e o impacto no subsídio parlamentar

O regimento interno do Senado estabelece que cada ausência não justificada a sessões deliberativas resulta em desconto proporcional no subsídio mensal do parlamentar. O valor bruto do salário do senador é de R$ 44 mil, quantia que passa a sofrer reduções automáticas a cada votação perdida sem licença médica ou missão oficial autorizada.

Embora a perda de mandato por faltas esteja prevista para casos em que o congressista deixe de comparecer a um terço das sessões ordinárias no período de um ano, o calendário legislativo atual torna essa punição específica inviável. Faltam cerca de sete semanas para o recesso parlamentar, acumulando aproximadamente 30 dias úteis de sessões de segunda a quinta-feira, o que impede o cômputo do prazo regimental necessário para a cassação por ausência.

Custos do mandato e despesas custeadas pelo senado

A manutenção do mandato de um senador envolve despesas significativas custeadas pelos cofres públicos, englobando remuneração, equipes de apoio e verbas operacionais. O custo total estimado do gabinete gira em torno de R$ 400 mil mensais, somando salários e verbas de manutenção.

  • Subsídio mensal fixado em R$ 44.008,52.
  • Verba de gabinete de R$ 345 mil mensais para até 21 funcionários.
  • Gastos com cotas parlamentares para aluguel, passagens e combustível.
  • Despesas com material de escritório e serviços postais.

Desde janeiro do respectivo ano, as cotas parlamentares registraram desembolsos expressivos com a manutenção da estrutura física e logística do político, incluindo aluguel de escritórios regionais e deslocamentos aéreos, valores que continuam sob escrutínio da opinião pública e de órgãos de controle.

Debates sobre quebra de decoro e desdobramentos políticos

Além da discussão sobre faltas e descontos salariais, o regimento do Congresso Nacional prevê a abertura de processos de cassação por quebra de decoro parlamentar. Essa medida pode ser adotada quando um congressista pratica atos considerados incompatíveis com a compostura exigida para o exercício da função pública.

A representação pode ser iniciada pela Mesa Diretora da Casa ou por iniciativa de partidos políticos representados no Parlamento. Acompanhe mais detalhes sobre os bastidores da política nacional na cobertura da imprensa profissional e continue navegando pelas análises exclusivas do M1 Metrópole para se manter informado sobre os principais desdobramentos do cenário político brasileiro.

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