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Filhos de Bolsonaro reagem a críticas de Zema sobre negociação de Flávio com ex-banqueiro

27.mar.26/Reuters
27.mar.26/Reuters

A tensão na direita após críticas de Romeu Zema

O cenário político da direita brasileira vive um momento de forte atrito interno. Nesta quarta-feira (13), o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, dispararam críticas contra o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo). O desentendimento foi motivado por declarações do ex-governador de Minas Gerais, que classificou como “imperdoável” a conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL) em negociações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A polêmica ganhou corpo após a divulgação de uma reportagem pelo site The Intercept Brasil, com informações confirmadas pela Folha de S.Paulo. Segundo os dados apurados, o ex-banqueiro teria desembolsado R$ 61 milhões para o financiamento do filme “Dark Horse”, uma biografia sobre o ex-presidente. Registros de áudio e mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, inclusive até a véspera da prisão do ex-banqueiro em 17 de novembro, revelam que o senador cobrava parcelas referentes ao montante.

A resposta dos filhos do ex-presidente

Em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro rebateu as falas de Zema, acusando-o de proferir “acusações sem fundamentos” e ironizando sua postura política. O ex-deputado afirmou que o ex-governador mineiro não buscou ouvir o outro lado da história antes de se manifestar publicamente. “Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, escreveu Eduardo, que também chegou a rotular o aliado como um “potencial vice” em tom de crítica.

Carlos Bolsonaro, por sua vez, adotou um tom ainda mais incisivo. O vereador utilizou termos como “engolidor de casca de banana” para se referir a Zema e afirmou que o ex-governador estaria “passando de todos os limites”. Para Carlos, a manifestação de Zema seria uma “bizarra apresentação” e ele questionou a postura de outros parlamentares que, segundo ele, deveriam estar defendendo a verdade diante do caso.

O contexto da negociação e o papel de aliados

O episódio coloca em xeque a coesão do campo conservador, especialmente em um momento de pré-campanha eleitoral. As investigações apontam que a negociação não teria envolvido apenas o senador Flávio Bolsonaro. Segundo o The Intercept Brasil, há indícios de que o deputado federal Mario Frias e o próprio Eduardo Bolsonaro teriam participado das tratativas. Parte dos valores teria sido direcionada ao fundo Havengate Development Fund, sediado no Texas, que estaria sob controle de aliados do ex-deputado.

Do lado de Zema, a crítica foi fundamentada em um discurso de moralidade. Em vídeo publicado anteriormente, o ex-governador afirmou que a situação representa “um tapa na cara dos brasileiros de bem”. Ele argumentou que não é possível criticar as práticas do PT e do presidente Lula enquanto se adota condutas semelhantes, reforçando a necessidade de credibilidade para qualquer projeto de mudança no país.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta crise política que movimenta os bastidores de Brasília. Para se manter informado sobre os fatos que impactam o cenário nacional, continue acompanhando nossas atualizações diárias, onde trazemos análises, reportagens aprofundadas e o contexto necessário para entender os rumos da política brasileira.

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