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Ex-presidentes do STF cobram apuração rigorosa e alertam para crise institucional

Ex-presidentes do STF cobram apuração rigorosa e alertam para crise institucional
Pedro Ladeira - 11.fev.25/Folhapress

Um grupo de ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou profunda preocupação com o momento atual da corte. Em nota divulgada na noite desta segunda-feira (7), treze magistrados que já integraram o tribunal solicitaram ao atual presidente, Edson Fachin, a convocação de uma sessão pública para tratar do que classificaram como a “mais aguda crise” vivida pelo Judiciário brasileiro nos últimos anos.

Apelo por transparência e estabilidade democrática

O documento, assinado por figuras históricas do tribunal, como Joaquim Barbosa, Celso de Mello e Rosa Weber, defende a necessidade de uma “imediata e rigorosa apuração” sobre fatos que, segundo os signatários, têm comprometido o prestígio e a autoridade da instituição. O texto enfatiza que a situação atual coloca em risco não apenas a confiança da população no tribunal, mas também a própria estabilidade das instituições democráticas do país.

Embora a carta não mencione diretamente o ministro Alexandre de Moraes, o contexto do pedido está atrelado ao desgaste público enfrentado pelo magistrado após a revelação de diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os ex-ministros expressaram, contudo, “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Edson Fachin para conduzir o processo, reforçando a expectativa de que o plenário seja convocado com urgência para debater o cenário.

Origem do impasse e desdobramentos no tribunal

A tensão interna no STF ganhou novos contornos na terça-feira (1º), quando o ministro André Mendonça decidiu retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento detalha interações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, além de apontar pagamentos realizados pelo Banco Master ao escritório de advocacia da esposa de Moraes, acompanhados de alterações contratuais feitas pelo ministro.

Em resposta, Moraes solicitou, via despacho no inquérito das fake news, que Mendonça fosse investigado por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O conflito entre os dois ministros escalou até a última sexta-feira (4), quando Fachin interveio e retirou o pedido de investigação contra Mendonça do inquérito das fake news, evidenciando uma divisão clara entre os membros da corte.

Repercussão entre os magistrados

Além dos nomes já citados, a lista de signatários da nota inclui Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto e Eros Grau. A adesão de ex-integrantes que atuaram em diferentes gestões demonstra a gravidade com que a cúpula histórica do Judiciário enxerga o atual embate.

Até o momento, o presidente do tribunal, Edson Fachin, ainda não formalizou como pretende responder à demanda dos ex-colegas. A expectativa nos bastidores de Brasília é de que o tema domine as próximas pautas do tribunal, dada a pressão por uma resposta institucional que pacifique as divergências internas e restaure a imagem do STF perante a opinião pública.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta crise no Judiciário e os próximos passos do plenário do STF. Continue conosco para se manter informado com a cobertura completa dos fatos que impactam a democracia brasileira, com o compromisso de levar até você uma análise séria e apurada sobre os temas de maior relevância nacional.

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