O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua residência em Palm Beach, na Flórida, que não tem planos de se encontrar com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No entanto, o republicano declarou que o senador brasileiro pode permanecer no país americano pelo tempo que desejar.
A declaração ocorreu após o parlamentar chegar a Miami depois de descumprir uma determinação judicial para entregar o passaporte no Brasil. Questionado por jornalistas em Mar-a-Lago, Trump criticou o processo enfrentado pelo político brasileiro e repetiu críticas ao sistema eleitoral do país sul-americano.
Declarações em Mar-a-Lago e repercussão internacional
Durante a conversa com a imprensa, o presidente americano afirmou que o senador foi tratado de maneira inadequada pelas autoridades brasileiras. “Sem planos de encontrar, mas acho que ele foi tratado muito mal. Muito mal. Então ele pode ficar aqui o tempo que quiser”, declarou o republicano.
Em seguida, ao ser questionado novamente sobre o assunto, Trump reforçou a posição e voltou a questionar a lisura das eleições no Brasil. O posicionamento do chefe da Casa Blanca rapidamente repercutiu entre autoridades internacionais e veículos de imprensa ao redor do globo.
Posicionamento do governo americano
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também comentou o caso durante uma coletiva de imprensa realizada em Atlanta, no estado da Geórgia, durante a reunião de chanceleres do G20.
O chefe da diplomacia americana negou qualquer tipo de auxílio governamental direto para a saída do senador do território brasileiro. “Não facilitamos nada”, afirmou Rubio aos jornalistas presentes. O secretário explicou que o político já possuía um visto anterior e que a decisão de permitir a entrada foi tomada diretamente pela presidência norte-americana, sem envolvimento operacional nos arranjos de viagem.
Antecedentes da viagem e desdobramentos diplomáticos
A viagem de Flávio Bolsonaro para a Flórida ocorreu logo após o descumprimento da ordem judicial que exigia a entrega imediata de seu documento de viagem às autoridades competentes no Brasil. Tanto ele quanto seus familiares obtiveram autorização condicional de entrada em solo norte-americano.
O episódio adiciona um novo capítulo às tensões diplomáticas e políticas envolvendo figuras da política brasileira e Washington, atraindo a atenção de analistas internacionais e gerando debates intensos nos cenários políticos de ambos os países.
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