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Dólar recua a R$ 5,08 e atinge menor patamar em um mês com otimismo no mercado

Dólar recua a R$ 5,08 e atinge menor patamar em um mês com otimismo no mercado
© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de alívio nesta terça-feira, com o dólar registrando uma queda expressiva e fechando cotado a R$ 5,089. O recuo de 0,79% marca o menor valor de fechamento para a moeda norte-americana desde o dia 7 de agosto, refletindo um movimento de ajuste nos ativos domésticos e uma reação positiva dos investidores ao cenário externo.

Otimismo na bolsa e fluxo de capital

Enquanto a moeda americana perdia força, a Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, operou em trajetória de alta consistente. O índice avançou 1,20%, encerrando o pregão aos 187.366,84 pontos, o maior nível registrado desde 4 de maio. O volume financeiro movimentado na B3 atingiu a marca de R$ 29,76 bilhões, impulsionado pela confiança dos investidores.

Dados recentes da B3 reforçam que o interesse estrangeiro pelo mercado brasileiro segue aquecido. Nos três primeiros pregões de setembro, o fluxo de capital externo somou uma entrada líquida de R$ 3,9 bilhões, sinalizando que, apesar das oscilações globais, o Brasil continua sendo visto como um destino atrativo para alocação de recursos em ativos de risco.

Petróleo e tensões geopolíticas

A valorização das ações da Petrobras foi um dos motores do dia, acompanhando a alta das commodities no mercado internacional. Os papéis preferenciais subiram 2,08%, enquanto os ordinários tiveram valorização de 2,36%. O movimento foi sustentado pela escalada dos preços do petróleo, provocada por tensões no Oriente Médio.

Ataques recentes a instalações energéticas na Arábia Saudita elevaram o alerta sobre o abastecimento global. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 0,9%, atingindo US$ 97,92, enquanto o WTI avançou 1,7%, chegando a US$ 93,03. A preocupação central do mercado recai sobre o Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde transita cerca de 20% da oferta mundial de petróleo, e como a instabilidade na região pode pressionar a inflação e os juros globais a longo prazo.

Cenário econômico em 2026

O desempenho desta terça-feira ajuda a compor um quadro de recuperação para o câmbio no acumulado do ano. Em 2026, o dólar já soma uma queda de 7,28%. Após um mês de agosto marcado por volatilidade, onde a divisa chegou a subir 2,16%, o início de setembro mostra uma tendência de correção, com recuo de 1,82% nos primeiros cinco dias do mês.

Para o investidor e para o cidadão comum, o comportamento do câmbio é um termômetro fundamental da saúde econômica do país. Acompanhar essas movimentações é essencial para entender o impacto direto no custo de vida e nas decisões de investimento. Continue acompanhando o M1 Metrópole para análises aprofundadas sobre os desdobramentos da economia nacional e internacional, sempre com o compromisso de levar até você a informação que pauta o seu dia a dia.

Para mais detalhes sobre o panorama econômico global, consulte a Agência Brasil.

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