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Dólar recua e fecha abaixo de R$ 5 após sinalização diplomática de Trump no Irã

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O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de alívio nesta segunda-feira (18), com o dólar comercial encerrando o pregão abaixo da marca psicológica de R$ 5. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 4,998, registrando uma queda de 1,34%. O movimento reflete diretamente a redução da aversão ao risco global após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de uma ofensiva militar contra o Irã, privilegiando, ao menos momentaneamente, a via diplomática.

A cotação, que iniciou o dia pressionada em R$ 5,04, perdeu força ao longo da tarde, acompanhando o otimismo em outras praças emergentes. A decisão de Washington de suspender o ataque militar trouxe um fôlego necessário aos investidores, que temiam uma escalada bélica no Oriente Médio capaz de desestabilizar a economia global e pressionar ainda mais os preços das commodities energéticas.

Impacto do cenário geopolítico nos mercados

A tensão no Oriente Médio tem sido o principal vetor de volatilidade nas últimas semanas. O temor de um conflito direto entre Estados Unidos e Irã elevou a preocupação com a oferta global de petróleo, que segue em patamares elevados. O barril do tipo Brent, referência internacional, encerrou o dia cotado a US$ 112,10, uma alta de 2,6%, enquanto o WTI, referência americana, subiu 3,33%, fechando a US$ 104,38.

Apesar da alta do petróleo, a sinalização de que o conflito não escalaria para uma guerra aberta permitiu que moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano, se recuperassem frente ao dólar. Esse movimento de correção técnica foi essencial para que o real brasileiro voltasse a operar abaixo da barreira dos R$ 5, encerrando uma sequência de dias de incerteza.

Desempenho da bolsa e indicadores domésticos

Enquanto o câmbio reagiu positivamente, a Bolsa de Valores brasileira (B3) manteve um tom de cautela. O índice Ibovespa encerrou o dia aos 176.975,82 pontos, com leve recuo de 0,17%. Durante o período da tarde, o indicador chegou a cair 0,83%, mas conseguiu reduzir as perdas à medida que o noticiário internacional trazia maior clareza sobre a situação no Oriente Médio.

No cenário interno, os investidores digeriram dados econômicos mistos. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou uma queda de 0,7% em março, resultado que frustrou as expectativas do mercado. Contudo, a perspectiva de juros elevados no Brasil, com o boletim Focus apontando a taxa Selic em 13,25% ao ano para o fim de 2026, ajudou a sustentar o real, atraindo o interesse de investidores em busca de rendimentos maiores no mercado de renda fixa.

Perspectivas e cautela do investidor

Apesar do fechamento positivo para a moeda, o acumulado de maio ainda mostra desafios para a economia brasileira. O Ibovespa, que atingiu recordes em abril, registra queda de 5,52% neste mês, com uma retirada líquida de R$ 3,9 bilhões por parte de investidores estrangeiros até a metade de maio. A cautela permanece como palavra de ordem, dado que o cenário macroeconômico global segue altamente sensível a qualquer nova movimentação geopolítica.

O acompanhamento constante das negociações internacionais e dos indicadores de inflação será fundamental para definir o rumo dos ativos nos próximos meses. O M1 Metrópole segue atento a cada desdobramento, trazendo a análise técnica e o contexto necessário para que você compreenda o impacto das decisões globais no seu bolso e na economia nacional. Continue acompanhando nossas atualizações diárias para se manter bem informado sobre o mercado financeiro e os temas que movimentam o país.

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