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Dólar fecha a R$ 5,17 e bolsa brasileira encerra setembro com alta expressiva

Dólar fecha a R$ 5,17 e bolsa brasileira encerra setembro com alta expressiva
© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou o mês de setembro com um tom de otimismo, impulsionado por um cenário global mais favorável e dados econômicos que trouxeram alívio aos investidores. O dólar comercial fechou o pregão cotado a R$ 5,174, registrando uma queda de 0,76% no dia. Com esse movimento, a moeda norte-americana acumulou um recuo de 0,15% ao longo do mês, embora ainda apresente uma leve alta de 0,23% no terceiro trimestre de 2026.

Inflação nos Estados Unidos dita o ritmo dos negócios

O principal motor para a valorização do real frente ao dólar foi a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador monitorado de perto pelo Federal Reserve, subiu 0,2% em agosto, um resultado abaixo da expectativa de mercado, que projetava uma alta de 0,3%.

Esse arrefecimento na pressão inflacionária reduziu as apostas de novas elevações agressivas nos juros estadunidenses, o que enfraqueceu o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano. Como consequência, houve uma busca maior por ativos de risco em mercados emergentes, posicionando o real como um dos destaques positivos entre as moedas latino-americanas nesta quarta-feira.

Ibovespa mantém trajetória de alta e atrai capital estrangeiro

A bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, acompanhou o otimismo externo e fechou o pregão com alta de 1,37%, atingindo 186.340,46 pontos. O desempenho consolida um mês positivo para o mercado acionário local, que acumulou uma valorização de 5,03% em setembro e um salto de 8,32% no terceiro trimestre.

O fluxo de capital estrangeiro foi um pilar fundamental para essa sustentação. Dados da B3 indicam que, até o dia 28 de setembro, o saldo de investidores estrangeiros na bolsa brasileira foi positivo em R$ 9,569 bilhões. Esse movimento marca uma recuperação importante após a saída de R$ 18,1 bilhões registrada em agosto, reforçando a confiança externa na dinâmica da economia doméstica.

Tensões geopolíticas sustentam preços do petróleo

Enquanto o mercado financeiro celebrava a queda do dólar, o setor de energia reagia a fatores geopolíticos. Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em alta, pressionados pelas tensões no Oriente Médio e por incidentes no Estreito de Ormuz. O petróleo tipo Brent para dezembro subiu 1,94%, cotado a US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI avançou 1,16%, atingindo US$ 90,42.

Além da instabilidade na região, o mercado monitora restrições de oferta, como a proibição de exportação de diesel mantida pela Rússia e possíveis limitações similares por parte dos Estados Unidos. Esse cenário de oferta restrita e demanda resiliente manteve os preços da commodity em patamares elevados ao longo de todo o mês.

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