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Governo brasileiro chama representante de Javier Milei após fuga de Flávio Bolsonaro pela Argentina

Governo brasileiro chama representante de Javier Milei após fuga de Flávio Bolsonaro pela Argentina
Jean Carniel - 25.jul.2026/Reuters

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou a encarregada de negócios da Argentina em Brasília, María Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos formais sobre a participação do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro do território nacional. A movimentação diplomática ocorre após o parlamentar deixar o país rumo aos Estados Unidos, em um episódio que mobilizou os bastidores políticos da América do Sudeste.

A atitude do Itamaraty reflete o descontentamento oficial brasileiro com o apoio logístico fornecido por autoridades vizinhas. Na linguagem diplomática, chamar um representante estrangeiro à chancelaria funciona como um instrumento de cobrança por explicações e demonstração pública de atrito entre nações soberanas.

Bastidores e articulação internacional

De acordo com apurações divulgadas pela imprensa e confirmadas por fontes da diplomacia brasileira, o esquema de fuga contou com suporte direto de figuras ligadas ao alto escalão do governo ultraliberal argentino. Relatos apontam que Santiago Caputo, estrategista político e assessor próximo de Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú para prestar auxílio ao senador brasileiro.

Além disso, o deslocamento do parlamentar teria contado com o uso de veículos oficiais com chapa diplomática para burlar controles alfandegários. Após o desembarque em solo norte-americano, o político publicou uma mensagem pública direcionada ao aliado argentino, agradecendo pelo apoio institucional recebido durante a travessia.

Repercussão política na Argentina

O envolvimento de membros do governo vizinho gerou forte instabilidade e críticas severas por parte da oposição local. Partidos contrários à gestão de Javier Milei aproveitaram o episódio para intensificar a pressão política, exigindo respostas formais a apenas um ano do próximo ciclo de eleições presidenciais no país.

Pacotes de iniciativas foram protocolados no parlamento argentino, incluindo requerimentos de convocação para ministros e o oferecimento de denúncias criminais contra autoridades de destaque. O caso transformou-se em um tema central de debate sobre soberania, cooperação internacional e os limites da diplomacia regional.

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