Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) trouxe à tona um cenário preocupante para as contas públicas e a gestão da saúde no Brasil: a demora do Ministério da Saúde em finalizar um processo de contratação resultou no desperdício de, no mínimo, R$ 260 milhões em vacinas Coronavac. O relatório técnico do tribunal aponta que a aquisição, realizada em 2023, arrastou-se por mais de sete meses, culminando na entrega de lotes com validade reduzida e em um momento em que o imunizante já não era amplamente utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS).
A gravidade da situação é sublinhada pelo fato de que, das 10 milhões de doses adquiridas, pelo menos 8 milhões sequer saíram dos armazéns do Ministério da Saúde, sendo posteriormente incineradas devido ao vencimento. Esse montante representa um prejuízo financeiro considerável e levanta questões sobre a eficiência e o planejamento nas compras governamentais de insumos essenciais.
Atraso na compra e o custo do desperdício de vacinas
O processo de aquisição da Coronavac, que se estendeu de fevereiro a setembro de 2023, é apontado pelo TCU como a principal causa do prejuízo. A intenção inicial da pasta era iniciar a aplicação das doses em maio daquele ano, mas o imunizante só chegou aos estoques governamentais em 25 de outubro. Essa defasagem entre o planejamento e a execução comprometeu a utilidade das vacinas, que já chegavam com o prazo de validade apertado.
A auditoria ressalta que a compra ocorreu em um contexto que demandava