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Dengue em São Paulo: 81 municípios enfrentam epidemia em 2026

Dengue em São Paulo: 81 municípios enfrentam epidemia em 2026
Luis Robayo/AFP

O estado de São Paulo registra atualmente 81 municípios em situação de epidemia de dengue, conforme dados do Painel de Arboviroses da Secretaria Estadual da Saúde atualizados até o dia 1º de setembro de 2026. O número representa 12,5% das 645 cidades paulistas. Embora o cenário exija atenção contínua das autoridades sanitárias, o panorama atual é consideravelmente mais brando do que o observado nos dois anos anteriores.

De acordo com os critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotados pelo Ministério da Saúde, uma localidade é classificada em estado de epidemia quando a incidência da doença ultrapassa a marca de 300 casos para cada 100 mil habitantes. O cálculo é realizado a partir da multiplicação do número de novos casos por 100 mil, dividido pela população total da região.

Comparativo histórico e redução de casos

A comparação com os anos precedentes evidencia uma queda expressiva na disseminação do vírus. Em 2025, o estado enfrentou um cenário crítico com 553 cidades em epidemia. O ano de 2024, considerado o mais severo da série histórica recente no Brasil, registrou 590 municípios paulistas em situação epidêmica.

Em números absolutos, o acumulado até 1º de setembro de 2026 aponta 58.271 casos confirmados e 41 mortes em todo o território paulista. Para fins de contexto, o mesmo período em 2025 contabilizou 855.132 casos e 1.112 óbitos. Em 2024, a marca atingiu 2 milhões de casos e 2.129 mortes, reforçando a mudança no perfil epidemiológico da doença no estado.

Desafios locais e a situação da capital

Atualmente, o município de São João do Pau D’Alho, situado no Departamento Regional de Saúde (DRS) de Presidente Prudente, apresenta a maior incidência de dengue no estado. A administração municipal tem reforçado as ações de combate ao vetor e o trabalho de orientação junto à população. Vale ressaltar que a execução das estratégias de controle, prevenção e conscientização é de responsabilidade direta das prefeituras, dentro da estrutura do SUS.

Na capital paulista, o cenário é de controle. Com 9.805 casos confirmados, três mortes e uma incidência de 86,02 por 100 mil habitantes, a cidade de São Paulo não atingiu o índice epidêmico. Contudo, o distrito de Cidade Tiradentes, na zona leste, permanece como a única área da capital em situação de epidemia, com incidência de 393,1 por 100 mil habitantes.

Clima e prevenção contra o Aedes aegypti

Especialistas alertam que o fenômeno El Niño pode elevar o número de casos no país a partir deste mês, com maior risco de surtos nas regiões Sul e Sudeste. O governo de São Paulo instituiu recentemente o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, visando mitigar os impactos das variações climáticas, como o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas.

A combinação de calor e umidade cria o ambiente propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor não apenas da dengue, mas também de zika e chikungunya. Enquanto a vacina Butantan-DV segue com aplicação suspensa devido a reações adversas, o Ministério da Saúde mantém a oferta da vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, para o público de 10 a 14 anos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O M1 Metrópole segue acompanhando os boletins epidemiológicos e as ações de saúde pública em todo o estado. Continue conectado ao nosso portal para obter informações precisas, atualizadas e com o contexto necessário para entender os desafios que impactam o cotidiano da população.

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