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Debate ao Senado por São Paulo: checagem de fatos e polêmicas dos candidatos

Debate ao Senado por São Paulo: checagem de fatos e polêmicas dos candidatos
1 de 9 Debate do g1 com candidatos ao Senado por São Paulo (Marina Silva, Simone Tebet, Soninha Francine e Geraldo Rufino) — Foto: Noah Denser/Divulgação

O cenário do debate e a ausência de candidatos

O debate promovido pelo g1 nesta sexta-feira (25) reuniu postulantes ao Senado por São Paulo em uma discussão que passou por temas cruciais como segurança pública, vulnerabilidade climática e infraestrutura urbana. Com mediação da jornalista Ana Paula Campos, o encontro foi realizado em um estúdio da TV Globo na capital paulista e transmitido simultaneamente por diversas plataformas digitais do portal.

Participaram do encontro os candidatos Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). A dinâmica seguiu critérios de representação parlamentar e desempenho em pesquisas eleitorais. Contudo, o evento também foi marcado pela ausência de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que informaram em nota conjunta a impossibilidade de comparecimento devido a uma agenda inadiável, apesar de terem participado anteriormente de todas as reuniões preparatórias e sorteios de regras.

Verificação de dados sobre favelas e clima

Durante o debate, o candidato Geraldo Rufino abordou a realidade das comunidades paulistas, afirmando que o estado possui mais de 3 mil favelas. A checagem do Fato ou Fake confirmou o dado como verdadeiro: segundo o Censo 2022 do IBGE, o estado de São Paulo abriga 3.123 favelas e comunidades urbanas. Entretanto, a afirmação de que os moradores dessas áreas compõem a maioria da população paulista foi classificada como falsa, visto que esse contingente representa cerca de 8% dos habitantes do estado.

Já a candidata Marina Silva trouxe à tona a vulnerabilidade climática, mencionando que 177 cidades paulistas estariam em risco. A declaração foi validada como fato, baseada em notas técnicas da Secretaria Especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Cemaden, que mapeiam municípios suscetíveis a deslizamentos e inundações. Por outro lado, ao falar sobre a redução da violência na Amazônia, a candidata teve sua fala classificada como “não é bem assim”. Embora estudos apontem uma queda de 15% nos homicídios em áreas com fiscalização ambiental, a pesquisa citada não atribui o resultado exclusivamente ao combate ao crime organizado, mas a um conjunto de fatores que inclui a presença do Estado e o controle de mercados ilegais.

Segurança pública e infiltração do crime organizado

A candidata Simone Tebet focou parte de suas intervenções na infiltração de facções criminosas na administração pública. A afirmação sobre a presença do PCC no transporte coletivo municipal foi considerada fato, sustentada por investigações do Gaeco e pela Operação Vectura Corrupta, que revelou ligações de empresas de ônibus com a organização criminosa. Da mesma forma, a menção à atuação do Comando Vermelho no interior paulista, especificamente em Rio Claro, encontra respaldo em operações recentes do Ministério Público de São Paulo.

Sobre a saúde mental dos agentes de segurança, Simone Tebet afirmou que policiais militares morrem mais por suicídio do que em confronto. O dado é verdadeiro em números absolutos para o estado de São Paulo em 2025, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. No entanto, a classificação foi ajustada para “não é bem assim” por um detalhe estatístico: São Paulo não detém a pior proporção do país, ocupando a sétima posição nacional em taxas de suicídio proporcional ao efetivo, ficando atrás de estados como Rio Grande do Sul e Tocantins.

O M1 Metrópole segue acompanhando de perto o calendário eleitoral e as propostas dos candidatos, garantindo que o eleitor tenha acesso a informações apuradas e verificadas. Continue conectado em nosso portal para mais análises, bastidores e o desdobramento completo da corrida eleitoral em São Paulo e no Brasil.

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