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Dario Durigan aponta motivação política em recusa de Rondônia sobre redução do ICMS

ária pensada para conter, no Brasil, a alta dos combustíveis provocada pela guer
Reprodução Agência Brasil

O impasse sobre a política de combustíveis

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, subiu o tom das críticas contra a administração estadual de Rondônia. O motivo do descontentamento é a decisão do governo local de não aderir à proposta federal de redução do ICMS sobre o diesel. A medida, desenhada como uma estratégia temporária, visa mitigar os efeitos da escalada nos preços dos combustíveis no Brasil, um reflexo direto das instabilidades provocadas pela guerra no Oriente Médio.

Durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação, Durigan classificou a postura do estado como uma escolha de natureza política, e não técnica. Segundo o titular da Fazenda, o alinhamento da maioria dos estados brasileiros — incluindo aqueles sob gestão de opositores ao atual governo — demonstra que a adesão ao pacto de redução é viável e necessária para o alívio imediato no bolso da população.

A divergência entre técnica e política

O ministro enfatizou que a negativa de Rondônia destoa do consenso alcançado em outras unidades da federação. “É lamentável que a gente tenha questões políticas orientando essa decisão neste momento em que estamos fazendo um esforço nacional em benefício da população”, declarou Dario Durigan nesta quarta-feira (6). Para o governo federal, se houvesse um impeditivo técnico real, a resistência seria compartilhada por outros governadores.

O cenário ganha contornos mais complexos ao observar a movimentação partidária do governador Coronel Marcos Rocha. Recentemente, o chefe do Executivo rondoniense deixou o União Brasil para se filiar ao PSD. Para o Ministério da Fazenda, a recusa ignora a realidade econômica do estado, que possui uma dependência logística acentuada do transporte rodoviário, tornando o custo do diesel um fator determinante para a inflação local.

Impactos e próximos passos

A preocupação central da equipe econômica é que a população de Rondônia acabe penalizada pela falta de adesão ao programa. O ministro destacou que governadores de oposição, que mantêm embates frequentes com o governo federal no Congresso Nacional, priorizaram o impacto social e aderiram à política de redução do imposto. A ausência de Rondônia nesse bloco cria uma distorção que, segundo Durigan, será levada ao conhecimento do presidente Lula.

O governo federal agora avalia quais medidas alternativas podem ser adotadas para proteger os consumidores rondonienses diante da intransigência estadual. A estratégia busca garantir que o esforço de contenção de preços não seja anulado por decisões regionais isoladas. O desdobramento deste caso deve ser acompanhado de perto, visto que a política de combustíveis segue como um dos pilares mais sensíveis da economia nacional.

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