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Justiça de SP nega liberdade a homem que confessou ter matado as filhas de 3 e 5 anos

Justiça de SP nega liberdade a homem que confessou ter matado as filhas de 3 e 5 anos

Decisão judicial após audiência de custódia

A Justiça de São Paulo determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva de Breno de Souza Castro, acusado de assassinar as duas filhas, de 3 e 5 anos. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (10), após o suspeito passar por audiência de custódia. O crime, que chocou a capital paulista, ocorreu no último domingo (9), data em que se celebrava o Dia dos Pais.

Os corpos de Ísis Helena e Lais Heloisa foram localizados por agentes da Polícia Civil no interior de um veículo estacionado na Rua Luiz Supertti, no bairro Jardim Guanabara, Zona Sul da cidade. O próprio acusado se apresentou no 48º Distrito Policial, na Cidade Dutra, onde confessou o duplo homicídio aos investigadores de plantão.

Dinâmica do crime e motivação

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, a causa da morte das crianças foi asfixia. A investigação aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes que o homem nutria em relação à ex-companheira. O caso foi registrado como homicídio qualificado e violência doméstica, agravado pela vulnerabilidade das vítimas.

A mãe das meninas relatou às autoridades um histórico de perseguição e ameaças que se intensificou após o término do relacionamento, ocorrido em março. O casal esteve junto por cerca de oito anos. Embora a mulher tenha mencionado episódios anteriores de agressão, não havia registros formais de denúncias em delegacias de polícia até o momento do crime.

Histórico de ameaças e perseguição

O cenário que antecedeu a tragédia revela um padrão de comportamento controlador. No sábado (8), a mãe entregou as filhas à ex-sogra, procedimento que era realizado habitualmente aos fins de semana. Para evitar qualquer contato com o ex-companheiro, a entrega das crianças ocorria em um ponto intermediário.

No domingo, após a mãe publicar uma foto nas redes sociais, Breno enviou uma mensagem intimidatória, afirmando que aquela seria a última vez que ela veria as filhas. Ele havia retirado as crianças sob o pretexto de levá-las ao Museu do Ipiranga. Posteriormente, ao ser questionado por familiares sobre o paradeiro das meninas, o homem enviou mensagens ameaçadoras, declarando que pretendia tirar a própria vida após o ato. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo, que busca reunir mais elementos para o inquérito policial. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do acusado não foi localizada para comentar o caso, conforme apurado pelo portal G1.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos deste caso e os próximos passos do processo judicial. Continue conectado ao nosso portal para informações atualizadas sobre segurança pública, direitos humanos e os principais fatos que movimentam o cotidiano das grandes cidades brasileiras com a credibilidade que você exige.

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